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	<title>Café Com Pop &#187; inglaterra</title>
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		<title>Destaques do Reading Festival 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 14:59:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Um dos festivais mais importantes do mundo agitou a Inglaterra essa semana, o Reading Festival. Música. Muita música, muito rock em três dias lotados de bandas. Tinha quase mais banda se apresentando do que público assistindo aos shows. O mais legal foi que, assim como eu, pobres mortais subdesenvolvidos puderam conferir as apresentações ao vivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2010/8/28/1283022861930/Reading-Festival-2010-002.jpg" alt="" width="400" height="507" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Um dos festivais mais importantes do mundo agitou a Inglaterra essa semana, o Reading Festival. Música. Muita música, muito rock em três dias lotados de bandas. Tinha quase mais banda se apresentando do que público assistindo aos shows. O mais legal foi que, assim como eu, pobres mortais subdesenvolvidos puderam conferir as apresentações ao vivo pelo streaming da BBC. Como vi bastante coisa boa nesses três dias (muita porcaria também, é verdade), decidi compartilhar algumas bandas interessantes que arrasaram. Não cito abaixo as óbvias, como Arcade Fire e Libertines, mas sim as “melhores bandas dos últimos tempos da última semana”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Two Door Cinema Club – os caras arrastaram uma multidão para um palco secundário na sexta-feira. Som de primeira: rock com aquela pegada dançante que vem tomando parte da Inglaterra nos últimos anos. Tem alguns momentos mais calmos também. Vale a pena, sem pretensão de ser o novo Libertines ou Bloc Party. O show do Reading foi arrasador.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Kids in Glass Houses – dos shows que vi, foi a banda que levantou mais a platéia (tudo bem, Guns n Roses não conta eheheh). Também, o estilo ajuda: é rock de riff, de refrão forte e também tem lá sua veia dançante. Pega na mente fácil fácil.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">The Cribs – a banda já é razoavelmente conhecida, até porque tem o gênio Johny Marr na guitarra. O acento musical britânico dessa geração fala alto no som do Cribs. Já vi comparação com Libertines, mas não vejo tanta semelhança. Cribs é mais denso.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Frank Turner – para mim foi uma grata surpresa. Não conhecia essa figura, que levanta uma platéia de milhares com seu simples violão. Mas, calma. Tem também toques mais rock e punk e o cara transforma isso num trabalho bem autoral. Vale baixar a discografia toda.</div>
<p>Um dos festivais mais importantes do mundo agitou a Inglaterra essa semana, o <a href="http://www.readingfestival.com" target="_blank">Reading Festiva</a>l. Música. Muita música, muito rock em três dias lotados de bandas. Tinha quase mais banda se apresentando do que público assistindo aos shows. O mais legal foi que, assim como eu, pobres mortais subdesenvolvidos puderam conferir as apresentações ao vivo pelo streaming da BBC. Como vi bastante coisa boa nesses três dias (muita porcaria também, é verdade), decidi compartilhar algumas bandas interessantes que arrasaram. Não cito abaixo as óbvias, como Arcade Fire e Libertines, mas sim as “melhores bandas dos últimos tempos da última semana”.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub" target="_blank">Two Door Cinema Club</a></strong> – os caras arrastaram uma multidão para um palco secundário na sexta-feira. Som de primeira: rock com aquela pegada dançante que vem tomando parte da Inglaterra nos últimos anos. Tem alguns momentos mais calmos também. Vale a pena, sem pretensão de ser o novo Libertines ou Bloc Party. O show do Reading foi arrasador.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/kidsinglasshouses" target="_blank">Kids in Glass Houses</a></strong> – dos shows que vi, foi a banda que levantou mais a platéia (tudo bem, Guns n Roses não conta eheheh). Também, o estilo ajuda: é rock de riff, de refrão forte e também tem lá sua veia dançante. Pega na mente fácil fácil.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/thecribs" target="_blank">The Cribs</a></strong> – a banda já é razoavelmente conhecida, até porque tem o gênio Johny Marr na guitarra. O acento musical britânico dessa geração fala alto no som do Cribs. Já vi comparação com Libertines, mas não vejo tanta semelhança. Cribs é mais denso.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/frankturner" target="_blank">Frank Turner</a></strong> – para mim foi uma grata surpresa. Não conhecia essa figura, que levanta uma platéia de milhares com seu simples violão. Mas, calma. Tem também toques mais rock e punk e o cara transforma isso num trabalho bem autoral. Vale baixar a discografia toda.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor Extremo (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 03:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.
O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="alignnone" src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/amor_extremo/poster.jpg" alt="" width="200" height="297" /></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</div>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<p style="text-align: left; "><span style="font-family: 'Lucida Grande', Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal; color: #333333; font-size: 12px; "> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; border-style: initial; border-color: initial; "><span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">direção</span>: John Maybury<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">elenco</span>: Cillian Murphy, Mathews Rhys, Siena Miller, Keira Knightley<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">gênero</span>: drama/romance<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">ano</span>: 2009<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">título original</span>: The Edge of Love</h3>
<p>Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</p>
<p>O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</p>
<p>Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</p>
<p>Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</p>
<p>Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</p>
<p>Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</p>
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		<title>Conheça o som punk-nerd do Art Brut</title>
		<link>http://www.cafecompop.com/2009/07/conheca-o-som-punk-nerd-do-art-brut/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 20:48:50 +0000</pubDate>
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“DC Comics and Chocolat Milkshakes / even though i´m 28”. Essa é apenas uma parte de uma letra do grupo punk Art Brut, que cospe riffs e tiradas nerds impagáveis, misturando a pegada suja com temática que gira em torno da própria vida rock n roll inconseqüente e o universo de nomes como Kevin Smith [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://image.guardian.co.uk/sys-images/Music/Pix/pictures/2007/04/23/artbrut460.jpg" alt="" width="395" height="257" /></p>
<p>“DC Comics and Chocolat Milkshakes / even though i´m 28”. Essa é apenas uma parte de uma letra do grupo punk <a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;searchlink=ART|BRUT&amp;sql=11:3cftxqraldfe~T0" target="_blank">Art Brut</a>, que cospe riffs e tiradas nerds impagáveis, misturando a pegada suja com temática que gira em torno da própria vida rock n roll inconseqüente e o universo de nomes como Kevin Smith &amp; Cia.</p>
<p>A banda vem da gelada Londres e toca punk, não o estilo mais tradicional de nomes como Ramones ou Sex Pistols. O som conjuga mais um punk garageiro e despretencioso, que utiliza o humor e as referências nerds para tratar de assuntos típicos da juventude, como desiluções amorosas, problemas com a puberdade e festas, muitas festas. O estilo, inicialmente comparado a nomes contemporâneos como Bloc Party e Franz Ferdinand, é contagioso desde o debute com “Bang Bang Rock n Roll” (2005), um petardo que traz em poucos minutos o frescor juvenil de uma banda punk que há tempos não se via. É nesse disco que somos apresentados a dançante e grudenta “My Little Brother”, que arregaça vidraças com a tirada “My little brother just discovered Rock &amp; Roll / There&#8217;s a noise in his head, and he&#8217;s out of control”. A crueza das letras não param por aí. Ainda no mesmo disco, a música que abre o trabalho (Formed a Band) avisa aos interessados: “Just stop buying your albums from the supermarkets / They only sell things that have charted / And Art Brut? / Well, we&#8217;ve only just started”. E foi apenas o começo.</p>
<p><img style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px;" src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNDcwODU2MzMxNDgmcHQ9MTI*NzA4NTY*MjYzMiZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZ*PSZvPThjZmYzMjQzNWVkMDQ5ZGVhMGY4ZmY4NGZjMGYxY2Nm.gif" border="0" alt="" width="0" height="0" /></p>
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<a href="http://mixpod.com">MySpace Playlist</a> at <a href="http://mixpod.com">MixPod.com</a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>O primeiro trabalho deu muito o que falar na cena indie inglesa. A banda rodou festivais de verão por toda europa e rompeu barreiras, chegando a tocar no mega-festival americano Coachella – para muitos o melhor do mundo. <a href="http://discodeplatina.wordpress.com/2009/06/18/art-brut-mercury-lounge-03-06-09/" target="_blank">O show</a> despretensioso, arrebatador e punk até o último volume conquistou muitos fãs. Com um disco não muito comentado, “It´s a Bit Complicated” (2007), o Art Brut chegou em 2009 com vontade de quebrar as mesmas barreiras do início da carreira.</p>
<p>Em abril saiu o já bastante tuitado, blogado e comentado “<a href="http://www.artbrut.org.uk/" target="_blank">Art Brut Vs. Satan</a>”, que renova as energias ao lado do produtor super-indie Frank Black, que um dia já foi líder da banda mais alternativa de todos os tempos, o Pixies. Nesse álbum, Eddie Argos (vocal), Ian Catskilkin (guitarra), Freddy Feedback (baixo), Jasper &#8220;Jeff&#8221; Future (guitarra) e Mikey Breyer (bateria) retomam o frescor juvenil de uma banda que parece verdadeiramente ser nova, mas com uma bagagem de anos de estrada. As referências pop, indie e nerd estão cada vez mais presentes, ao lado de riffs pegajosos e uma sujeira ainda maior na composição das músicas. O grupo parece ter aproveitado bem o tempo ao lado da lenda-indie Frank Black.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.recordstore.co.uk/images/covers09/02.2009/COOKCD492-300.jpg" alt="" width="179" height="179" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<p>Lembram do trecho de música de abertura desse post? Pois é esse tom que vamos ouvir no álbum todo, com a banda lamentando uma vida chata de privações, mas felizes por ainda terem os quadrinhos da DC e um milkshake gelado à espera. Argos é um cara que não canta da maneira convencional. Ele, na realidade, não é bem um cantor, já que ao invés de entrar na melodia da música e se misturar a ela, consegue ditar quase que didaticamente as letras, falando mais do que cantando. É assim em “Alcoholics Unanimous”, que abre o disco se lamentando por uma típica noite adolescente perdida com álcool e loucuras impublicáveis. A banda ainda destila temas corriqueiros e banais (<a href="http://th.absolutelyrics.com/lyrics/artist/art_brut/" target="_blank">“The Passenger” e “Summer Job”</a>), amores perdidos e inconseqüentes (<a href="http://th.absolutelyrics.com/lyrics/artist/art_brut/" target="_blank">“Am I Normal?”</a>) e uma ironia de correr um leve sorriso no rosto (“<a href="http://th.absolutelyrics.com/lyrics/artist/art_brut/" target="_blank">Slap Dash For No Cash</a>”).</p>
<p>Art Brut procura, tenta e faz de tudo pra ser o porta-voz de uma geração. Mas sem pretensão nenhum de ser isso tudo. Sacou?</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Jean Charles (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 21:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

direção: Henrique Goldman
elenco: Selton Melo, Vanessa Giácomo, Luis Miranda
país: Brasil/Inglaterra
gênero: drama
ano: 2009
Amparado numa história real e com grande implicação social e política, “Jean Charles” faz desse pano de fundo apenas uma muleta para levar à frente sua verdadeira história: a dificuldade de imigrantes brasileiros em Londres. E é apenas com as belas atuações do elenco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.blogdecinema.com/wp-content/uploads/2009/06/Jean-Charles-poster.jpg" alt="" width="172" height="251" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg"><img class="size-full wp-image-68 aligncenter" title="nota06" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg" alt="nota06" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Henrique Goldman<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Selton Melo, Vanessa Giácomo, Luis Miranda<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Brasil/Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009</h3>
<p>Amparado numa história real e com grande implicação social e política, “Jean Charles” faz desse pano de fundo apenas uma muleta para levar à frente sua verdadeira história: a dificuldade de imigrantes brasileiros em Londres. E é apenas com as belas atuações do elenco que o filme se sustenta, apresentando uma narrativa frágil e pouco criativa.</p>
<p>“Jean Charles” conta a história do protagonista que dá nome ao longa (Selton Melo) e de sua prima Vivian (Vanessa Giácomo), que vivem na Inglaterra uma rotina de duras provações e subempregos mal remunerados.</p>
<p>A história de milhares de brasileiros que vivem fora do país já é bastante conhecida do público, que vê constantemente nos telejornais casos parecidos, com pessoas subempregadas e retornando ao país do jeito que foi: com a mão na frente e a outra atrás. Essa imigração, na sua maioria ilegal, é o mote do filme, que mostra não só os dois principais personagens, Jean e Vivian, mas também outra infinidade de brazucas (são assim chamados por lá) que vivem em Londres.</p>
<p>O roteiro é frágil, apresentando um conflito pouco expressivo e que leva a história do nada a lugar algum. Esse tal conflito, que move qualquer tipo de história, seja ela de teatro, cinema, literatura ou televisão, praticamente não existe. “Jean Charles” é apenas o registro do cotidiano de alguns brasileiros que vêem num país estrangeiro oportunidades que não encontram no Brasil. Fato corriqueiro e antigo, é verdade, mas que de certa forma não foi tratado ainda no cinema. Esse fato, por si só, já seria interessante ser abordado, porém da maneira que está no longa é que não funciona. O conflito, então, é simplório e sem sentido, e o filme só anda de verdade em algumas outras situações, quando por exemplo Vivian se vê separada entre um amor do Brasil e o outro em Londres. Ou então as peripécias do próprio Jean, que procura oportunidades de trabalho nas mínimas brechas que encontra pelo caminho.</p>
<p>A dinâmica desses atores, aliás, é o grande trunfo do filme. Selton Melo encarna um Jean alegre e bem humorado, mas sem nunca deixar de ser prestativo e tentar ajudar a todos. Essa característica é que pontua toda trajetória de Jean pelo filme, que consegue resolver os problemas dos outros, mas os seus ficam sempre em segundo plano. Vivian, sua prima que vai à Inglaterra para juntar dinheiro para ajudar a mãe no interior de Minas, apresenta-se frágil, mas que percorre uma trajetória de crescimento pessoal considerável. Porém, quem rouba os holofotes para si quando está em cena é Luis Miranda, com seu Alex despojado e engraçado em praticamente todas as falas, usando bem o corpo (quase numa teatralização de sua atuação) para uma quebra da dramaticidade do filme. É até exagerado em alguns pontos, mas o grande público vai ao delírio em diversos momentos.</p>
<p>No final, o filme ainda apela para uma dramatização que não condiz com o restante da história. Ora, se em todo longa pouco se trata do assunto, porque enfocar vários minutos na conclusão de uma história que não foi tratada? O filme é até pontuado com questões sobre o terrorismo, mas a finalização não bate definitivamente com a condução da história.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tinha Que Ser Você (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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direção: Joel Hopkins
elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin
país: Inglaterra
gênero: romance
ano: 2009
título original: Last Chance Harvey
Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, “Tinha Que Ser Você” demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/tinha-que-ser-voce/tinha-que-ser-voce-poster01.jpg" alt="" width="169" height="248" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Joel Hopkins<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Last Chance Harvey</h3>
<p>Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F59LrrEMtE4&amp;feature=player_embedded" target="_blank">“Tinha Que Ser Você”</a> demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, que vai levar o espectador a uma bela história de amor e redenção.</p>
<p>“Tinha Que Ser Você” é a história do compositor de jingles Harvey Shine (Dustin Hoffman), que vai a Londres para o casamento da filha, mas acaba enfrentando diversas situações que vão mudar para sempre o rumo da sua vida.</p>
<p>Dustin Hoffman é um ator mais do que experiente. Há alguns anos, sua carreira vem em altos e baixos – mais até projetos ruins do que bons. Nesse ele parece ter acertado. Longe dos holofotes hollywoodianos e ao lado de um diretor pouco expressivo, Joel Hopkins, o ator consegue se libertar de clichês que adquiriu durante a carreira. E faz isso com maestria, também ajudado pela interpretação quase impecável de Emma Thompson, uma companheira e tanto. Com o time de frente muito bem formado, Hopkins, que também é o roteirista, consegue pintar na tela um quadro interessante de um homem solitário, que vê no casamento da filha cenas de uma família que muito bem poderia ter sido dele, mas que, com erros do passado, estragou tudo sem chances de volta.</p>
<p>Esse pano de fundo triste e desolador é mudado quando Harvey encontra Kate Walker, uma aparentemente burocrática funcionária de censo do aeroporto de Londres. Os dois têm, na realidade, apenas um ponto em comum: a solidão. Hopkins é competente ao mostra de maneira clara e objetiva essa situação em diversas cenas no início do filme, e até mesmo até a metade da projeção. De lados opostos, os dois vivem situações embaraçosas e que denotam a incapacidade psicológica de ambos em viver em grupo ou ainda a solidão que ambos parecem alimentar para si próprios, como uma espécie de auto-punição por erros do passado. A tela é praticamente dividida em duas em várias cenas – o que nos leva a uma influência direta de “Tinha que Ser Você”, o romance “Harry &amp; Sally”, de 1990. Naquele filme, os dois personagens vivem às turras e no céu ao mesmo tempo, dividindo situações de riso, choro, amor e ódio. Aqui, Harvey e Kate dividem, além da solidão, uma tentativa de mudança que também é traço escondido na personalidade de ambos.</p>
<p>Harvey, claramente deslocado no casamento da própria filha, vê no encontro banal com Kate uma maneira de redenção pelo que fez à mulher e à própria filha. Já Kate é uma mulher que tem um talento literário escondido e, devido à timidez ou puro medo, o esconde do mundo. A relação dela com a mãe, aliás, é particularmente importante para entender o espírito da mulher (só fica chato certas cenas em que a mãe desconfia do vizinho: não serve para nada). E Harvey, um homem encantador, demonstra viver preso no passado e se punindo pelos erros que ele próprio cometeu, mesmo que ele mesmo nem tenha certeza se foi errado ou não.</p>
<p>Essa teia dramática aparece no filme de forma bastante leve, com cenários belíssimos de Londres e cenas divertidas sem ser idiota. “Tinha que Ser Você” não é um filme de comédia romântica, pelo contrário, pode ser classificado como “romance”, um gênero em falta hoje em dia. E, mesmo que apele para uma reviravolta final forçada (que na verdade não atrapalha muito), o filme consegue emocionar e divertir, fazer chorar e fazer rir, sem nunca ser piegas ou vulgar.</p>
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		<title>Rei do pop volta com turnê grandiosa</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 20:01:59 +0000</pubDate>
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O rei do pop, Michael Jackson, marcou para julho desse ano uma turnê que vai rodar a Inglaterra. Serão as primeiras apresentações do controverso astro em quase 8 anos de reclusão, em que viveu escândalos e outros tantos episódios obscuros.
Que ele é “o cara” do pop ninguém pode negar. É realmente muito talentoso e com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.renodiscontent.com/wp-content/michaeljackson_01.jpg" alt="" width="286" height="226" /></p>
<p>O rei do pop, Michael Jackson, marcou para julho desse ano uma turnê que vai rodar a Inglaterra. Serão as primeiras apresentações do controverso astro em quase 8 anos de reclusão, em que viveu escândalos e outros tantos episódios obscuros.</p>
<p>Que ele é “o cara” do pop ninguém pode negar. É realmente muito talentoso e com certeza esses shows irão arrasar, porque se existe uma coisa que Michael sabe fazer é um espetáculo. É só procurar pelos vídeos dele no youtube e babar, tamanha a grandiosidade de seus shows. Para essa mini-turnê, que ele promete ser a última, Michael já vendeu o equivalente a <a href="http://diariodigital.sapo.pt/disco_digital/news.asp?section_id=7&amp;id_news=34772" target="_blank">62 milhões de Euros</a>. Pra qualquer mortal já é uma boa bolada para formar um respeitado pé de meia. Será pra ele?</p>
<p>O que bombou na internet é o vídeo da audição dos novos dançarinos da turnê, que reuniu cerca de 5 mil pretendentes. É um bom exemplo de como a turnê vai ser: grandiosa. Alguém duvida?</p>
<p><object width="401" height="330" data="http://www.youtube.com/v/OdcytuKhVQo" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OdcytuKhVQo" /></object></p>
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