O Arcade Fire, uma das bandas mais sensacionais dos últimos tempos, lançou novo disco tem cerca de três semanas, mas o burburinho pop já vem de muitos meses antes. Ontem, para aumentar ainda mais o hype da banda, eles fizeram o show de lançamento da turnê e disco, um espetáculo grandioso na música e simples na sua concepção geral.
Tudo transmitido via youtube, ao vivo, desde o pré-show, com bastidores e tudo. O show, aliás, foi dirigido pelo elogiadíssimo Terry Gilliam (”O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”) e teve momentos memoráveis, assim como o disco novo, “The Suburbs”.
“The Suburbs” é tão intenso quanto os outros discos da banda, porém é diferente. Há um certo tom David Bowie ‘Berlim times’, da época em que o cameleão morou em Berlim, no final dos anos 70 e começo dos anos 80. A áurea do Arcade Fire já tinha muito de Bowie, mas aqui ganha novos traços. Tem também um “quê” de U2 do início, isto é, mais Brian Eno (o produtor trabalhou com U2 e Bowie).
As múdias continuam belas, líricas e intensas. A big band do indie mantém sua força, suas melodias marcantes, suas camadas sonoras climáticas e seu apelo pop, apesar disso tudo.
O Arcade Fire, uma das bandas mais sensacionais dos últimos tempos, lançou novo disco tem cerca de três semanas, mas o burburinho pop já vem de muitos meses antes. Ontem, para aumentar ainda mais o hype da banda, eles fizeram o show de lançamento da turnê e disco, um espetáculo grandioso na música e simples na sua concepção geral. Tudo transmitido via youtube, ao vivo, desde o pré-show, com bastidores e tudo. O show, aliás, foi dirigido pelo elogiadíssimo Terry Gilliam (”O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”) e teve momentos memoráveis, assim como o disco novo, “The Suburbs”.
“The Suburbs” é tão intenso quanto os outros discos da banda, porém é diferente. Há um certo tom David Bowie ‘Berlim times’, da época em que o cameleão morou em Berlim, no final dos anos 70 e começo dos anos 80. A áurea do Arcade Fire já tinha muito de Bowie, mas aqui ganha novos traços. Tem também um “quê” de U2 do início, isto é, mais Brian Eno (o produtor trabalhou com U2 e Bowie). As músicas continuam belas, líricas e intensas. A big band do indie mantém sua força, suas melodias marcantes, suas camadas sonoras climáticas e seu tom pop.
Eu venho falando aqui sistematicamente sobre o futuro da música na internet. Já fiz alguns posts sobre isso. Esse é um tema que me interessa muito. Mais uma vez, é sobre isso que vou escrever aqui. Aliás, eu me deparei há algumas semanas com essa notícia, mas só agora tive a oportunidade de fala sobre. É o tal Spotify.
Spotify é um software de gerenciamento e comercialização de música criado pelo nerd Daniel Ek. O rapaz tem apenas 26 anos e já chacoalhou a computação/internet com sua invenção – aliás, como é comum; basta lembrar de Linus Towards, Biz Stone e companhia. A idéia do programa é simples: o usuário pode ouvir uma infinidade de músicas e comprá-las ao mesmo tempo. Mas porque tanto alarde para uma idéia tão óbvia e usada à exaustão na internet?
Bem, Ek criou um sistema em que, ao ouvir as músicas do artista favorito, o usuário acaba contribuindo financeiramente para ele. Através de um sistema de anúncios vinculados aos artistas, parte dos lucros vai direto para as bandas. E ainda tem a conta Premium, em que a pessoa paga uma assinatura e tem mais vantagens. É visto por muitos como a salvação do mercado, já que dá um sentido de legalidade à música na internet. E outra: adota o streaming que precisa ser acionado toda vez que a pessoa quer ouvir a música – e toda vez que isso acontece um anúncio é visto novamente.
O sistema já tem 7 milhões de usuários, todos espalhados pela Europa, já que só é possível acessá-lo via IP europeu (mas já tem uma maneira de burlar isso no Brasil). Recentemente em palestra no SxSw, o super festival cultural americano, Ek afirmou que precisamos mudar o perfil da música na internet: “Caminhamos para um modelo onde consumidores ganham acesso instantâneo à música no aparelho que escolherem”. Claro, o pequeno nerdzinho já está ampliando seus tentáculos aos celulares – o futuro de quase tudo na comunicação, ao que parece.
O esquema pode ser bom no papel, mas parece que na prática está falhando. O jornal The Independent fez um cálculo base e revelou que Lady Gaga, por exemplo, ganhou apenas U$167 pela 1 milhão de vezes que sua música foi executada. Uma quantia irissória se formos comparar à possibilidade de artistas menores terem essa quantidade de execuções e à própria lucratividade de uma cantora como Gaga. Mas, será que isso invalida o sistema?
Spotify é apenas mais uma tentativa e a meu ver todas elas são válidas. Todo mundo quer ganhar dinheiro e todo mundo quer ouvir música. Ou não!?
Eu venho falando aqui sistematicamente sobre o futuro da música na internet. Já fiz alguns posts sobre isso (aqui, aqui e aqui). Esse é um tema que me interessa muito. Mais uma vez, é sobre isso que vou escrever aqui. Aliás, eu me deparei há algumas semanas com essa notícia, mas só agora tive a oportunidade de fala sobre. É o tal Spotify.
Spotify é um software de gerenciamento e comercialização de música criado pelo nerd Daniel Ek. O rapaz tem apenas 26 anos e já chacoalhou a computação/internet com sua invenção – aliás, como é comum; basta lembrar de Linus Towards, Biz Stone e companhia. A idéia do programa é simples: o usuário pode ouvir uma infinidade de músicas e comprá-las ao mesmo tempo. Mas porque tanto alarde para uma idéia tão óbvia e usada à exaustão na internet?
Bem, Ek criou um sistema em que, ao ouvir as músicas do artista favorito, o usuário acaba contribuindo financeiramente para ele. Através de um sistema de anúncios vinculados aos artistas, parte dos lucros vai direto para as bandas. E ainda tem a conta Premium, em que a pessoa paga uma assinatura e tem mais vantagens. É visto por muitos como a salvação do mercado, já que dá um sentido de legalidade à música na internet. E outra: adota o streaming que precisa ser acionado toda vez que a pessoa quer ouvir a música – e toda vez que isso acontece um anúncio é visto novamente.
O sistema já tem 7 milhões de usuários, todos espalhados pela Europa, já que só é possível acessá-lo via IP europeu (mas já tem uma maneira de burlar isso no Brasil). Recentemente em palestra no SxSw, o super festival cultural americano, Ek afirmou que precisamos mudar o perfil da música na internet: “Caminhamos para um modelo onde consumidores ganham acesso instantâneo à música no aparelho que escolherem”. Claro, o pequeno nerdzinho já está ampliando seus tentáculos aos celulares – o futuro de quase tudo na comunicação, ao que parece.
O esquema pode ser bom no papel, mas parece que na prática está falhando. O jornal The Independent fez um cálculo base e revelou que Lady Gaga, por exemplo, ganhou apenas U$167 pela 1 milhão de vezes que sua música foi executada. Uma quantia irissória se formos comparar à possibilidade de artistas menores terem essa quantidade de execuções e à própria lucratividade de uma cantora como Gaga. Mas, será que isso invalida o sistema?
Spotify é apenas mais uma tentativa e a meu ver todas elas são válidas. Todo mundo quer ganhar dinheiro e todo mundo quer ouvir música. Ou não!?
Que a música mudou bastante com a internet, isso ninguém duvida. Modos de distribuição, produção, conversão e audição foram modificados pelo o que o público tratou de fazer dela. A música hoje é outra, muito diferente daquilo que conhecemos há 20 anos, por exemplo. E para sobreviver nesse mundo?
Uns dizem que é bem mais simples – e de fato é. É mais fácil distribuir e gravar, por exemplo. É mais fácil fazer com que as pessoas ouçam suas músicas. Mas… Essa facilidade gera quanto financeiramente para o artista? As novas bandas, que parecem ser as que mais soltam fogos com as facilidades da internet, lutam muito e ganham pouquíssimo. Claro, com essa aproximação com o público, fica mais viável marcar shows e levar um trocado com isso, mas fazer dinheiro com música hoje está cada vez difícil.
Pelo menos é o que mostra o gráfico abaixo, uma produção cuidadosa do pesquisador David McCandless. Ele reuniu dados de várias fontes da internet e chegou aos resultados abaixo: quanto um artista da música ganha na internet? (obviamente, o estudo não é definitivo e exclui gigantes da indústria, como Lady Gaga). Veja, analise e compartilhe suas idéias nos comentários.
Que a música mudou bastante com a internet, isso ninguém duvida. Modos de distribuição, produção, conversão e audição foram modificados pelo o que o público tratou de fazer dela. A música hoje é outra, muito diferente daquilo que conhecemos há 20 anos, por exemplo. E para sobreviver nesse mundo?
Uns dizem que é bem mais simples – e de fato é. É mais fácil distribuir e gravar, por exemplo. É mais fácil fazer com que as pessoas ouçam suas músicas. Mas… Essa facilidade gera quanto financeiramente para o artista? As novas bandas, que parecem ser as que mais soltam fogos com as facilidades da internet, lutam muito e ganham pouquíssimo. Claro, com essa aproximação com o público, fica mais viável marcar shows e levar um trocado com isso, mas fazer dinheiro com música hoje está cada vez difícil.
Pelo menos é o que mostra o gráfico abaixo, uma produção cuidadosa do pesquisador David McCandless. Ele reuniu dados de várias fontes da internet e chegou aos resultados abaixo: quanto um artista da música ganha na internet? (obviamente, o estudo não é definitivo e exclui gigantes da indústria, como Lady Gaga). Veja, analise e compartilhe suas idéias nos comentários.
Esse é um post com rápidas dicas para quem está pensando em – e vai – fugir do carnaval. Alguns filmes que me vieram à cabeça rapidamente e que considero boas indicações em cinco gêneros diferentes. Tem pra todo gosto. Na música, fiz uma seleção no Mixpod de artistas brasileiros (exceção apenas ao Vampire Weekend) que atualizaram um pouco a música típica de carnaval. Digamos que são canções pop com “sotaque” carnavalesco. Vale a pena.
9 músicas para você que quer fugir das tradicionais de carnaval.
Filmes
Romance – Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)
Não é um filme romântico ao extremo, mas tem suas pitadas. E, claro, é muito bem construído narrativamente, tem ótimas cenas, boas atuações e uma trama que não cansa. Vale conferir.
Drama – 21 Gramas (2003)
É um filme intenso, tanto é que foi o primeiro que me veio à cabeça quando pensei em “drama”. É forte, desafiador e tem atuações primorosas. Faz parte da trilogia da morte.
Comédia – As Loucuras de Dick and Jane (2005)
Sou fã incondicional de Jim Carey (eu sei, mesmo suas besteiras). Esse aqui traz ele e Tea Leoni numa história curiosa, engraçadíssima e com um fundo social e histórico forte.
Clássico – Sindicato de Ladrões (1954)
Um clássico sempre é bom e esse aqui traz um Marlon Brandon numa atuação de primeira, num filme que fala de amor e de sindicalismo. É, e o melhor é que combina.
ação/policial – Narc (2002)
Esse é bem interessante, apesar dos inevitáveis clichês do gênero. Tem uma boa história por trás e cenas muito bem filmadas. Filme de gênero mesmo.
10 – Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz
Mais um petardo eletropunk dessa banda que só faz coisa boa. Karen O comanda!
9 – Caetano Veloso – Zii & Zie
O baiano segue sua nova linha musical (depois de “Cê”) com bastante eficiência e frescor juvenil.
8 – Hockey – Mind Chaos
Um furacão rock e soul, intenso e revigorante.
7 – Dead Weather – Horehound
É mais uma vez Jack White mostrando a que veio ao mundo: fazer (bom) barulho.
6 – Arctic Monkeys – Humbug
Mais uma etapa evolutiva que a banda de Alex Turner consegue realizar. Rock de primeira.
5 – Danger Mouse & Sparklehorse – Dark Night of the Soul
A dupla criou um mosaico musical cheio de influências e participações. Vale cada segundo.
4 – Muse – The Resistance
Aqui a banda se entrega de vez à fusão Queen + metal, do brega ao peso em 2 segundos.
3 – Morrissey – Years of Refusal
O velho compositor inglês não deixa a peteca cair e mais uma ves nos brinda com um disco forte e pop de primeira.
2 – Brendan Benson – My Old, Familiar Friend
O disco de rock mais pop de 2010. E o mais sensacional também.
1 – Rômulo Fróes – No Chão sem o Chão
Esse é o futuro da música brasileira. Esqueça essa MPB chata e caquética e apure seus ouvidos pra nomes como Rômulo Fróes, o frescor de inventividade que faltava à musica nacional. É rock sem ser rock e samba sem ser samba. 33 músicas de tirar o chapéu.
Seria difícil eleger 10 discos da década, por isso optei pelo top 20. Em 10 anos, ao contrário do que muita gente diz, a música se reinventou de várias maneiras. É só procurar por aí e ver quanta coisa boa foi produzida. Todos esses 20 álbuns eu ouvi bastante – o que revela que parte da lista é pessoal, mas parte dela é também reflexo da importância das bandas e discos para a década.
20 – Portishead : : Third (2008)
19 – PJ Harvey : : Stories From The City, Stories From The Sea (2000)
18 – Kings of Leon : : Youth and Young Manhood (2003)
17 – Muse : : Absolution (2003)
16 – Coldplay : : A Rush Of Blood To The Head (2002)
15 – Morrissey : : You´re The Quarry (2004)
14 – Arcade Fire : : Funeral (2004)
13 – Radiohead : : In Rainbows (2007)
12 – Arctic Monkeys : : Whatever People Say I Am, That´s What I’m Not (2006)
11 – Paul McCartney : : Chaos and Creation in the Backyard (2005)
10 – Interpol : : Turn On The Bright Lights (2002)
9 – System of a Down : : Toxicity (2001)
8 – Amy Winehouse : : Back To Black (2006)
7 – White Stripes : : Elephant (2003)
6 – Los Hermanos : : Ventura (2003)
5 – Franz Ferdinand : : Franz Ferdinand (2004)
4 – Coldplay : : Parachutes (2000)
3 – Queens Of The Stone Age : : Songs For The Deaf (2002)
Para aliar minhas duas paixões (e os assuntos principais do blog, portanto), resolvi fazer esse top 10 humilde. Humilde porque não pensei em uma lista definitiva para o assunto. Esses são as 10 músicas de filme dos anos 00 que, por algum motivo, eu achei interessante. Seja pela emoção, pela vibração, pela intensidade, pela ligação perfeita com a cena… Enfim, é uma lista pessoal. Contribuam!
A banda surgiu como mais um grupinho de familiares que tocava o chamado “bom e velho rock n roll”. Os jovens do Tenesse cresceram, fizeram mais dois excelentes discos e hoje se colocam como uma das grandes bandas da América. Kings of Leon é, com o perdão do trocadilho, o rei do iTunes em 2009. E isso é grande coisa.
A rede de downloads pagos da Apple é a maior vendedora de mp3 do mundo, com inacreditáveis mais 5 bilhões downloads pagos (até ano passado). Os valores de cada canção? Bem, esses variam, mas geram um lucro exorbitante e colocam a loja como maior rede varejista de música do mundo. Quem está hoje no topo dessa parada é o Kings of Leon, que, mesmo com disco lançado em 2008, conseguiu manter-se numa posição de destaque no ano seguinte. A façanha tem nome, “Only By The Night”, um petardo de rock alternativo que não sai da cabeça de milhões no mundo inteiro.
disco faturou posto invejado por muitos
.
Se a gente for analisar os concorrentes do KoL a coisa fica mais grandiosa. O segundo lugar ficou com a trilha sonora do fenômeno “Crepúsculo”, seguido por “The Fame” de Lady Gaga e “Fearless”, de Taylor Swifit. Só para lembrar que em 2009 ainda tivemos lançamentos de Black Eyed Peas (que acabou faturando o primeiro lugar entre as músicas mais baixadas, com “Boom Boom Pow”), Michael Jackson e Jay-Z.
Num cenário cada vez mais dominado por downloads free, o iTunes consegue manter-se com lucro ano após ano. Estar entre os mais vendidos da loja é um grande feito, já que não possuímos mais vendagens estratosférias de CD como tínhamos antigamente. O iTunes, na escala de retrospectiva dos anos 00, figura como uma das principais “mudanças” de foco da música. E parece que vem muito mais por aí.
Inevitavelmente, final de ano é época de dar presentes. Se você é uma pessoa normal, então está às voltas com as compras nesse período do ano. Abaixo, eu listo algumas opções que podem servir tanto para presentear amigos e entes queridos, quanto para sugerir que outras pessoas comprem para vocês. Dessa lista, eu compraria tudo para mim, fiz meio que no desencargo de consciência e num exercício de quase-consumismo. Se não posso comprar tudo, pelo menos meus leitores podem! Quem quiser pode opinar e dar mais dicas. Aproveitem!
Camisas Marka Diabo – Essa grife dispõe de um enorme catálogo de camisetas de todos os tamanhos e medidas, estampas e modelos do mundo pop. As de música são imperdíveis.
Em algum lugar do recente passado, uma cantora brasileira tentou despontar como a nova diva pop romântica do Brasil. Qual não é a surpresa agora quando essa mesma “cantante” limpa seu sobrenome e adota apenas uma alcunha pouco sugestiva: Wanessa.
Filha de Zezé di Camargo – inevitável falar isso, desculpem – ela já fez de tudo um pouco: cantou pop, canto sertanejo, tentou a veia romântica, voltou para o sertanejo, apresentou programa de TV… E seguiu sua carreira povoando revistas de fofoca. Parada há cerca de 2 anos, ela resolveu radicalizar e, ao invés de dar uma BOA guinada na carreira, passou a ser mais uma cópia da cópia das cantoras pop do momento.
Tudo bem que convidar um ídolo do R&B/rap americano para cantar uma música nem é tão pretensioso, mas Wanessa parece que fez o dever de casa direitinho: desde as parcerias, passando pela produção, lançamento e até os videoclipes, ela tenta ser a mais nova Shakira do pedaço. Não colou. Primeiro, porque claramente ela não tem o carisma nem muito menos a desenvoltura artística de Shakira, isto é, falta-lhe talento. Não que a cantora colombiana seja a sétima maravilha do olimpo pop, mas há uma grande diferença aí. Wanessa força sua entrada no mercado internacional com um disco fraco, sem sustentação. Tenta emplacar uma música que mistura inglês com português, numa produção que só tem o mérito de chegar bem perto das canções pop atuais de cantoras como Madonna, Britney Spears, Rihanna e a própria Shakira.
É uma pena. Porque Wanessa poderia tentar mesclar algo do som brasileiro com as batidas pop do momento; até soaria datada daqui uns 5 anos, mas pelo menos seria um sopro de novidade e criatividade. Ouça o primeiro single, “Fly”, acompanhada de Ja Rule. Agora ouça “Não Me Leve a Mal”, nova “música de trabalho”, em que ela canta parte em inglês e parte em português. O clipe é um absurdo, que copia descaradamente vídeos de Shakira, Jeniffer Lopez e Madonna. O subproduto do subproduto não tem a mínima sustentação. Para quê eu quero ouvir uma brasileira cantar parcamente em inglês uma música que posso ouvir igualzinha em inglês, com uma produção 100 vezes melhor?
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.