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	<title>Café Com Pop &#187; oscar</title>
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		<title>Experimentação e arte dos curtas de animação</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 03:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2011/04/daynight.jpg" alt="" width="342" height="267" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O Oscar 2011 passou há quase dois meses, mas me peguei relembrando um prêmio pouco falado e valorizado. Estou me referindo aos melhores curtas de animação, que esse ano premiou a dupla Shaun Tan e Andrew Ruhemann pelo belo &#8220;The Lost Thing&#8221;. Além dele, outros quatro filmetes animados concorreram ao cobiçado prêmio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O mais legal é que nessa categoria há experimentação, há expressão artística mais profunda que nas animações comerciais. Não quero fazer a oposição óbvia &#8220;mercado x alternativo&#8221;, mas convenhamos que os cinco filmes concorrentes dão banho em 90% das animações que chegam aos cinemas todos os anos. Interessante notar que a Pixar também concorre nesse prêmio e &#8211; só para corroborar o que disse &#8211; o resultado é realmente bonito e superior ao que vemos por aí.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">De todos os candidatos, eu daria o prêmio para &#8220;Day &amp; Night&#8221; (Teddy Newton), da Pixar. Fugindo completamente de seu cardápio habitual, o estúdio lançou esse filmete em animação tradicional, mas com o mérito total de abusar (no bom sentido) do diálogo entre som e imagem. A brincadeira que se vê na tela não é feita para chorar, não tenta contar uma história de aventura e superação, nem muito menos apela para vozes famosas. É arte. Simples, como, aliás, a Pixar sabe fazer muito bem em seus curtas que antecedem a exibição dos filmões.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tentei reunir os cinco filmes concorrentes ao Oscar 2011 de curtas de animação, mas não achei todos facilmente. Os links podem sair do ar rapidamente, mas se isso acontecer é só procurar lá de novo no youtube.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Day &amp; Night, de Teddy Newton (Pixar)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=VpN0vwgVBZk</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">The Lost Thing, de Shaun Tan e Andrew Ruhemann</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://www.youtube.com/watch?v=DGt6uEGrsHo&amp;playnext=1&amp;list=PL80FAF864A300C7E9</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Let´s Pollute, de Geefwee Boedoe</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://www.youtube.com/watch?v=OfU6YKH3opc</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os outros dois concorrentes: The Gruffalo (de Jakob Schuh e Max Lang) e Madagascar, Carnet de Voyage (de Bastien Dubois)</div>
<p>O Oscar 2011 passou há quase dois meses, mas me peguei relembrando um prêmio pouco falado e valorizado. Estou me referindo aos melhores curtas de animação, que esse ano premiou a dupla Shaun Tan e Andrew Ruhemann pelo belo &#8220;The Lost Thing&#8221;. Além dele, outros quatro filmetes animados concorreram ao cobiçado prêmio.</p>
<p>O mais legal é que nessa categoria há experimentação, há expressão artística mais profunda que nas animações comerciais. Não quero fazer a oposição óbvia &#8220;mercado x alternativo&#8221;, mas convenhamos que os cinco filmes concorrentes dão banho em 90% das animações que chegam aos cinemas todos os anos. Interessante notar que a Pixar também concorre nesse prêmio e &#8211; só para corroborar o que disse &#8211; o resultado é realmente bonito e superior ao que vemos por aí.</p>
<p>De todos os candidatos, eu daria o prêmio para &#8220;Day &amp; Night&#8221; (Teddy Newton), da Pixar. Fugindo completamente de seu cardápio habitual, o estúdio lançou esse filmete em animação tradicional, mas com o mérito total de abusar (no bom sentido) do diálogo entre som e imagem. A brincadeira que se vê na tela não é feita para chorar, não tenta contar uma história de aventura e superação, nem muito menos apela para vozes famosas. É arte. Simples, como, aliás, a Pixar sabe fazer muito bem em seus curtas que antecedem a exibição dos filmões.</p>
<p>Tentei reunir os cinco filmes concorrentes ao Oscar 2011 de curtas de animação, mas não achei todos. Os links podem sair do ar rapidamente, mas se isso acontecer é só procurar lá de novo no youtube.</p>
<p style="text-align: center; "><strong>Day &amp; Night, de Teddy Newton (Pixar)</strong></p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VpN0vwgVBZk" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/VpN0vwgVBZk"></embed></object></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center; "><strong>The Lost Thing, de Shaun Tan e Andrew Ruhemann</strong></p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DGt6uEGrsHo&amp;playnext" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/DGt6uEGrsHo&amp;playnext"></embed></object></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center; "><strong>Let´s Pollute, de Geefwee Boedoe</strong></p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OfU6YKH3opc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/OfU6YKH3opc"></embed></object></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os outros dois concorrentes: The Gruffalo (de Jakob Schuh e Max Lang) e Madagascar, Carnet de Voyage (de Bastien Dubois)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; 127 Horas (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 18:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[danny boyle]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Danny Boyle elenco: James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Treat Williams país: EUA gênero: drama ano: 2010 Filme-monólogo, se é que isso existe, é obviamente dificílimo de se fazer....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2010/10/127_hours_poster.jpg" alt="" width="146" height="216" /></p>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-64" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #555555; font-family: Verdana, 'BitStream vera Sans', Tahoma, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; "><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Danny Boyle<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Treat Williams<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2010</h3>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Filme-monólogo, se é que isso existe, é obviamente dificílimo de se fazer. Depende de duas coisas básicas: um ator extraordinário e um diretor competente. Isso, pelo menos, temos em “127 Horas”, um filme que mescla momentos angustiantes com cenas de redescoberta pessoal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“127 Horas” é a história de Aron Ralston (James Franco), amante dos esportes radicais, que fica preso numa rocha, dentro de uma fenda num Canyon, e luta pela sobrevivência.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A missão de Danny Boyle não era fácil, já que é preciso muito treino e segurança na direção. Óbvio, a montagem é importantíssima também, pois é necessário alternar bem as cenas e não deixar a peteca cair durante a projeção. Tudo isso o diretor consegue e ainda é competente ao criar “blocos” adicionais, que se “agregam” à tensão natural da história que quase todo mundo conhece. Dividir a tela em três, em muitos momentos, mostra-se eficiente para criar dinâmica, já que o cenário é mesmo em 70% do filme. Focar em detalhes também ajuda. Boyle filma a mão, o dedo, a tampa da garrafa de água, a corda, o líquido sendo sugado de dentro de um camelback, dentre outros. Tudo isso cria um clima de proximidade com o que estamos vendo em tela, além de nos revelar a importância desses detalhes nos acontecimentos que estamos acompanhando.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">De filmes-monólogos, três óbvios vêem à mente. Primeiro, “Enterrado Vivo”, o mais recente deles, que apresenta uma premissa parecida: o protagonista está desesperado, sozinho e sem recursos e precisa sair daquela situação angustiante. Já “Torres Gêmeas” não é bem filme-de-um-homem-só, pois temos dois em cena, mas é parecido. E com um atenuante: ambos estão soterrados e só vemos suas cabeças. Mas é diferente de “127 Horas”, pois naquele há cenas do resgate, da família angustiada etc. Em “O Náufrago” também há semelhanças óbvias, mas Tom Hanks está livre e tem uma ilha para contracenar com ele. Finalmente, James Franco está só. Ele e ele.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ele é o grande trunfo de “127 Horas”. Suas ações pré-aciente são importantes para nosso conhecimento do personagem e ele sabe muito bem disso. Desenha seus gestos e suas falas de forma brilhante, afinal, ele tem poucos minutos para isso. Depois, quando está preso à rocha, Franco mergulha dentro de si mesmo e passa a conversar sozinho, reviver momentos passados, passar a limpo sua vida, pedir desculpas para os pais e toda essa cartilha básica de quem está prestes a morrer tem de seguir.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo com todos esses pontos positivos que citei acima, “127 Horas” não é o filme que me convenceu. Boyle filmou bem? Sim. James Franco é estupendo? Sim. Mas ainda acho que a história de Aron Ralston seja mais adequada para um documentário ou um livro, que ele já lançou. Tem inúmeras coisas que o filme de Boyle não aborda, por motivos óbvios, e que poderiam dar mais sustança e proximidade com o que Ralston passou. Não a proximidade com sua dor física ou os jeitos mirabolantes que ele encontrou para sobreviver. Mas sim proximidade com o que aquilo realmente representou em sua via, que está lá no filme, mas não tão forte.</div>
<p style="text-align: justify; ">Filme-monólogo, se é que isso existe, é obviamente dificílimo de se fazer. Depende de duas coisas básicas: um ator extraordinário e um diretor competente. Isso, pelo menos, temos em “127 Horas”, um filme que mescla momentos angustiantes com cenas de redescoberta pessoal.</p>
<p style="text-align: justify; ">“127 Horas” é a história de Aron Ralston (James Franco), amante dos esportes radicais, que fica preso numa rocha, dentro de uma fenda num Canyon, e luta pela sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify; ">A missão de Danny Boyle não era fácil, já que é preciso muito treino e segurança na direção. Óbvio, a montagem é importantíssima também, pois é necessário alternar bem as cenas e não deixar a peteca cair durante a projeção. Tudo isso o diretor consegue e ainda é competente ao criar “blocos” adicionais, que se “agregam” à tensão natural da história que quase todo mundo conhece. Dividir a tela em três, em muitos momentos, mostra-se eficiente para criar dinâmica, já que o cenário é mesmo em 70% do filme. Focar em detalhes também ajuda. Boyle filma a mão, o dedo, a tampa da garrafa de água, a corda, o líquido sendo sugado de dentro de um camelback, dentre outros. Tudo isso cria um clima de proximidade com o que estamos vendo em tela, além de nos revelar a importância desses detalhes nos acontecimentos que estamos acompanhando.</p>
<p style="text-align: justify; ">De filmes-monólogos, três óbvios vêem à mente. Primeiro, “Enterrado Vivo”, o mais recente deles, que apresenta uma premissa parecida: o protagonista está desesperado, sozinho e sem recursos e precisa sair daquela situação angustiante. Já “Torres Gêmeas” não é bem filme-de-um-homem-só, pois temos dois em cena, mas é parecido. E com um atenuante: ambos estão soterrados e só vemos suas cabeças. Mas é diferente de “127 Horas”, pois naquele há cenas do resgate, da família angustiada etc. Em “O Náufrago” também há semelhanças óbvias, mas Tom Hanks está livre e tem uma ilha para contracenar com ele. Finalmente, James Franco está só. Ele e ele.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ele é o grande trunfo de “127 Horas”. Suas ações pré-aciente são importantes para nosso conhecimento do personagem e ele sabe muito bem disso. Desenha seus gestos e suas falas de forma brilhante, afinal, ele tem poucos minutos para isso. Depois, quando está preso à rocha, Franco mergulha dentro de si mesmo e passa a conversar sozinho, reviver momentos passados, passar a limpo sua vida, pedir desculpas para os pais e toda essa cartilha básica de quem está prestes a morrer tem de seguir.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mesmo com todos esses pontos positivos que citei acima, “127 Horas” não é o filme que me convenceu. Boyle filmou bem? Sim. James Franco é estupendo? Sim. Mas ainda acho que a história de Aron Ralston seja mais adequada para um documentário ou um livro, que ele já lançou. Tem inúmeras coisas que o filme de Boyle não aborda, por motivos óbvios, e que poderiam dar mais sustança e proximidade com o que Ralston passou. Não a proximidade com sua dor física ou os jeitos mirabolantes que ele encontrou para sobreviver. Mas sim proximidade com o que aquilo realmente representou em sua via, que está lá no filme, mas não tão forte.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Top 10 &#8211; Filmes que deveriam ter ganhado o Oscar</title>
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		<comments>http://www.cafecompop.com/2011/02/top-10-filmes-que-deveriam-ter-ganhado-o-oscar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 03:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[clássicos do cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[. O Oscar 2011 vem aí e, pensando nisso, resolvi não fazer os posts que todo mundo faz, com apostas, os melhores, piores etc etc. Fiz diferente: peguei a lista...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O Oscar 2011 vem aí e, pensando nisso, resolvi não fazer os posts que todo mundo faz, com apostas, os melhores, piores etc etc. Fiz diferente: peguei a lista geral de ganhadores de &#8220;Melhor Filme&#8221; e fui vendo as injustiças, aqueles filmes sensacionais que não levaram a estatueta pra casa. Só para lembrar: não é a lista de melhores filmes de todos os tempos, afinal, muitos excelentes longas ganharam a estatueta. Alguns anos, como 1976, por exemplo, tiveram grandes concorrentes ( Taxi Driver e Todos os Homens do Presidente) e um ganhador igualmente competente (Rocky), então, está fora da lista. Só pra exemplificar. De resto, a polêmica é serventia da casa.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">10 &#8211; O Exorcista (1973)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Um Golpe de Mestre</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Confesso que me lembro muito vagamente de “Um Golpe de Mestre”, mas não dá pra descartar o clássico-mor dos filmes de terror. Não sou fã do estilo, mas esse é de arrepiar e tampar os olhos facilmente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">9 &#8211; Nascido para Matar (1987)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: O Último Imperador</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Confesso minha falha cinéfila de não ter visto O Último Imperador, mas se nesse ano teve o avassalador Nascido para Matar, então não vejo problemas em colocá-lo nessa lista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">8 &#8211; Laranja Mecânica (1971)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Operação França</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quem lembra de Operação França? Nem eu. Levou a melhor em cima de Laranja Mecânica, uma obra de peso de Kubrik. Novamente a Academia pisou na bola.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">7 &#8211; Os Bons Companheiros (1990)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Dança com Lobos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dança com Lobos é apenas um bom filme e nem chega aos pés do intenso trabalho de Martin Scorsese, o mestre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">6 &#8211; Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Menina de Ouro</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Menina de Ouro é realmente um grande filme, mas não tão espetacular quanto a obra prima de Charlie Kauffman. Chegou a ganhar melhor roteiro original, mas somente esse prêmio não está à altura da qualidade do filme.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">5 &#8211; Cidadão Kane (1941)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Como era Verde o meu Vale</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não sou daqueles que acham que Cidadão Kane é o melhor filme de todos os tempo, mas, sim, esse é um filme e tanto. Quase completo e por isso deveria ter levado a estatueta em 1941.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">4 &#8211; Touro indomável (1980)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Gente como a Gente</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outro clássico absoluto de Scorsese. Em 1980 perdeu para o desconhecido “Gente como a gente”. Alguém lembra desse? Shame on you, academy!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">3 &#8211; O Segredo dos Seus Olhos (2010)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Guerra ao Terror</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O vencedor é um excelente filme, isso é verdade, mas não dá para comparar com o longa argentino, lindo, tocante e esplendoroso. Grande injustiça.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">2 &#8211; Apocaliypse Now (1949)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: Kramer vs Kramer</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outro ano difícil, com Kramer VS Kramer levando a melhor e Mahantan perdendo – um grande filme de Woody Allen. Mas Apocalypse Now é sem dúvida o melhor filme de guerra já feito. Sem ressalvas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">1 &#8211; Tempos Modernos (1936)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ganhou o Oscar: The Great Zigfeld</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outro desconhecido que papou o prêmio em cima de um clássico dos clássicos, Tempos Modernos. Suas imagens estão eternizadas e isso, pelo menos isso, ninguém vai apagar.</div>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/o_exorcista.jpg" alt="" width="358" height="230" /></p>
<p><strong>10 &#8211; O Exorcista (1973)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar:</span> Um Golpe de Mestre</strong></p>
<p>Confesso que me lembro muito vagamente de “Um Golpe de Mestre”, mas não dá pra descartar o clássico-mor dos filmes de terror. Não sou fã do estilo, mas esse é de arrepiar e tampar os olhos facilmente.</p>
<p><strong>9 &#8211; Nascido para Matar (1987)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar</span>: O Último Imperador</strong></p>
<p>Confesso minha falha cinéfila de não ter visto O Último Imperador, mas se nesse ano teve o avassalador Nascido para Matar, então não vejo problemas em colocá-lo nessa lista.</p>
<p><strong>8 &#8211; Laranja Mecânica (1971)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar:</span> Operação França</strong></p>
<p>Quem lembra de Operação França? Nem eu. Levou a melhor em cima de Laranja Mecânica, uma obra de peso de Kubrik. Novamente a Academia pisou na bola.</p>
<p><strong>7 &#8211; Os Bons Companheiros (1990)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar</span>: Dança com Lobos</strong></p>
<p>Dança com Lobos é apenas um bom filme e nem chega aos pés do intenso trabalho de Martin Scorsese, o mestre.</p>
<p><strong>6 &#8211; Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar:</span> Menina de Ouro</strong></p>
<p>Menina de Ouro é realmente um grande filme, mas não tão espetacular quanto a obra prima de Charlie Kauffman. Chegou a ganhar melhor roteiro original, mas somente esse prêmio não está à altura da qualidade do filme.</p>
<p><strong>5 &#8211; Cidadão Kane (1941)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar:</span> Como era Verde o meu Vale</strong></p>
<p>Não sou daqueles que acham que Cidadão Kane é o melhor filme de todos os tempos, mas, sim, esse é um filme e tanto. Quase completo e por isso deveria ter levado a estatueta em 1941.</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tzhb3U2cONs" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/tzhb3U2cONs"></embed></object></p>
<p><strong>4 &#8211; Touro Indomável (1980)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar</span>: Gente como a Gente</strong></p>
<p>Outro clássico absoluto de Scorsese. Em 1980 perdeu para o desconhecido “Gente como a gente”. Alguém lembra desse? Shame on you, academy!</p>
<p><strong>3 &#8211; O Segredo dos Seus Olhos (2010)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar</span>: Guerra ao Terror</strong></p>
<p>O vencedor é um excelente filme, isso é verdade, mas não dá para comparar com o longa argentino, lindo, tocante e esplendoroso. Grande injustiça.</p>
<p><strong>2 &#8211; Apocalypse Now (1949)</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ganhou o Oscar</span>: Kramer vs Kramer</strong></p>
<p>Outro ano difícil, com Kramer VS Kramer levando a melhor e Mahantan perdendo – um excelente filme de Woody Allen. Mas Apocalypse Now é sem dúvida o melhor filme de guerra já feito. Sem ressalvas.</p>
<p><strong>1 &#8211; Tempos Modernos (1936)</strong></p>
<p><strong>g<span style="text-decoration: underline;">anhou o Oscar</span>: The Great Zigfeld</strong></p>
<p>Outro desconhecido que papou o prêmio em cima de um clássico dos clássicos, Tempos Modernos. Suas imagens estão eternizadas e isso, pelo menos isso, ninguém vai apagar.</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CReDRHDYhk8" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/CReDRHDYhk8"></embed></object></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Crítica de Filme &#8211; O Discurso do Rei (2010)</title>
		<link>http://www.cafecompop.com/2011/02/critica-de-filme-o-discurso-do-rei-2010/</link>
		<comments>http://www.cafecompop.com/2011/02/critica-de-filme-o-discurso-do-rei-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 03:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[colin firth]]></category>
		<category><![CDATA[gagueira]]></category>
		<category><![CDATA[geoffrey rush]]></category>
		<category><![CDATA[o discurso do rei]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[direção: Tom Hooper elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter país: Ingleterra gênero: drama ano: 2010 Não dá pra acusar “O Discurso de Rei” de um filme clichê do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.saladacultural.com.br/imagens/upConteudo/o-discurso-do-rei/cartazes/small/o-discurso-do-rei-cartaz-filme-cinema-SaladaCultural.com.br.jpg" alt="" width="170" height="250" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-68" title="nota06" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg" alt="nota06" width="310" height="30" /></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; padding: 0px;"><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Tom Hooper<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Ingleterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2010</h3>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não dá pra acusar “O Discurso de Rei” de um filme clichê do gênero, afinal, não vemos luta, pouca ou quase nada de briga pelo poder e nenhum glamour. O filme é um olhar atento sobre a condição “normal” de um nobre, de seus problemas e angústias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;O Discurso do Rei&#8221; é a história do príncipe George (Colin Firth) e sua busca pela cura da gagueira que tem desde a mais tenra idade. Em meio a seu problema, tem que lidar com a morte do seu pai, a sucessão e as constantes brigas com seu irmão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tratar do lado plebeu de um membro da realeza britânica não é lá digno de aplausos pela criatividade, mas “O Discurso do Rei” aborda a questão por um ângulo novo. Ao invés de buscar soluções fáceis e fantasiosas – como mostra o rei se apaixonar por uma empregada ou um príncipe desajustado -, o filme trata das consequências de problemas comuns que a realeza também enfrenta. A principal marca deixada é a gagueira do príncipe George, um defeito grave para um homem de tal título. E, quanto mais ele quer falar e precisa, mais o problema piora e se alastra por sua vida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Criado com o mimo típico dos príncipes e nobres, George sofre muito mais com a gagueira que qualquer outra pessoa. Tido para ser perfeito, mesmo tendo todas as outras qualidades possíveis, a fala representa o externar de suas virtudes. Naquele ambiente, isso parece ser muito mais importante. Tom Hooper é eficiente ao abordar o mundo da realeza e sua relação com o problema do príncipe: todos são tímidos e receosos de tratar o tema com o próprio; ninguém sabe exatamente lidar com a questão, muito menos o próprio George. A única personagem que é mais sóbria em relação a tudo é esposa do príncipe (Helena Boham Carter), que procura a “cura” da gagueira a todo custo, a ponto de procurar ajuda de um total desconhecido, o ator fracassado Lionel Logue.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A aproximação entre George e Lionel é óbvia e se apresenta assim desde o início, pois sabemos que os dois irão caminhar juntos até o fim da história. Como dito anteriormente, não temos o amor carnal entre um rei e uma plebéia, mas sim uma amizade que vai crescendo. São dois mundos antagônicos que se encontram: o plebeu, perspicaz, irônico e bem humorado; e o “royal highness”, inseguro, medroso e mau humorado. Não precisa dizer quem vai aprender com quem&#8230; Mas isso não é lá tão ruim, porque o roteiro, nesse sentido, constrói boas cenas. O problema maior de “O Discurso do Rei” é enrolar o espectador com muitas cenas de treinamento de fala, muita informação tangencial ao que é central na trama.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E o que é mais importante? Ora, George é gago e isso atrapalha sua vida, todos sabem, mas porque? Porque ele, ao conversar com o irmão, gagueja mais ainda? Porque o pai dele briga tanto com ele, mesmo sabendo que ele é o mais inteligente para lhe suceder? Qual a relação dele com a mãe? A empregada, que o tratava mal na infância, tem exatamente o que a ver com a gagueira? O filme vai criando cenas e mais cenas, preparando o espectador para a inevitável cena final, um discurso, óbivo. E só. Não dá para desprezar, no entanto, as excelentes atuações de Colin Firth e Geoffrey Rush, esse último com especial êxito.</div>
<p>Não dá pra acusar “O Discurso de Rei” de um filme clichê do gênero, afinal, não vemos luta, pouca ou quase nada de briga pelo poder e nenhum glamour. O filme é um olhar atento sobre a condição “normal” de um nobre, de seus problemas e angústias.</p>
<p>&#8220;O Discurso do Rei&#8221; é a história do príncipe George (Colin Firth) e sua busca pela cura da gagueira que tem desde a mais tenra idade. Em meio a seu problema, tem que lidar com a morte do seu pai, a sucessão e as constantes brigas com seu irmão.</p>
<p>Tratar do lado plebeu de um membro da realeza britânica não é lá digno de aplausos pela criatividade, mas “O Discurso do Rei” aborda a questão por um ângulo novo. Ao invés de buscar soluções fáceis e fantasiosas – como mostra o rei se apaixonar por uma empregada ou um príncipe desajustado -, o filme trata das consequências de problemas comuns que a realeza também enfrenta. A principal marca deixada é a gagueira do príncipe George, um defeito grave para um homem de tal título. E, quanto mais ele quer falar e precisa, mais o problema piora e se alastra por sua vida.</p>
<p>Criado com o mimo típico dos príncipes e nobres, George sofre muito mais com a gagueira que qualquer outra pessoa. Tido para ser perfeito, mesmo tendo todas as outras qualidades possíveis, a fala representa o externar de suas virtudes. Naquele ambiente, isso parece ser muito mais importante. Tom Hooper é eficiente ao abordar o mundo da realeza e sua relação com o problema do príncipe: todos são tímidos e receosos de tratar o tema com o próprio; ninguém sabe exatamente lidar com a questão, muito menos o próprio George. A única personagem que é mais sóbria em relação a tudo é esposa do príncipe (Helena Boham Carter), que procura a “cura” da gagueira a todo custo, a ponto de procurar ajuda de um total desconhecido, o ator fracassado Lionel Logue.</p>
<p>A aproximação entre George e Lionel é óbvia e se apresenta assim desde o início, pois sabemos que os dois irão caminhar juntos até o fim da história. Como dito anteriormente, não temos o amor carnal entre um rei e uma plebéia, mas sim uma amizade que vai crescendo. São dois mundos antagônicos que se encontram: o plebeu, perspicaz, irônico e bem humorado; e o “royal highness”, inseguro, medroso e mau humorado. Não precisa dizer quem vai aprender com quem&#8230; Mas isso não é lá tão ruim, porque o roteiro, nesse sentido, constrói boas cenas. O problema maior de “O Discurso do Rei” é enrolar o espectador com muitas cenas de treinamento de fala, muita informação tangencial ao que é central na trama.</p>
<p>E o que é mais importante? Ora, George é gago e isso atrapalha sua vida, todos sabem, mas porque? Porque ele, ao conversar com o irmão, gagueja mais ainda? Porque o pai dele briga tanto com ele, mesmo sabendo que ele é o mais inteligente para lhe suceder? Qual a relação dele com a mãe? A empregada, que o tratava mal na infância, tem exatamente o que a ver com a gagueira? O filme vai criando cenas e mais cenas, preparando o espectador para a inevitável cena final, um discurso, óbivo. E só. Não dá para desprezar, no entanto, as excelentes atuações de Colin Firth e Geoffrey Rush, esse último com especial êxito.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Coração Louco (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 03:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora tenha inúmeros acertos, é impossível dissociar o êxito de “Coração Louco” da atuação irreparável de Jeff Bridges. Adotando uma postura única, mas que reflete a trajetória de diversos artistas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Embora tenha inúmeros acertos, é impossível dissociar o êxito de “Coração Louco” da atuação irreparável de Jeff Bridges. Adotando uma postura única, mas que reflete a trajetória de diversos artistas ao redor do mundo, o filme consegue criar uma ótima história em seu componente humano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Coração Louco” é a história de Bad Blake (Jeff Bridges), um velho cantor de country que roda os EUA tocando em locais decadentes, transando com mulheres duvidosas e bebendo muito. Vê sua trajetória mudar ao conhecer a jornalista Jean (Maggie Gyllenhall) e reencontrar o antigo parceiro Tommy Sweet (Collin Farell).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Basta ver o trailer de “Coração Louco” pra perceber uma semelhança óbvia com outro longa, “O Lutador”. A comparação me parece inevitável, ainda mais que o intervalo entre o lançamento de um e do outro aqui no Brasil foi de apenas um ano. Os dois tem sua trama baseada na trajetória de auto-conhecimento e mudança de um homem. Não que essa mudança seja da água para o vinho; de forma alguma, mas apenas ambos passam de um estado de acomodação e aceitação da vida para um estado de questionamento pessoal. Micley Rourke é fenomenal em seu filme, assim como Bridges, e ambos conseguem pontuar de forma brilhante as nuances de seus personagens. Não vou me alongar mais nesse assunto, mas você pode ler aqui a crítica de “O Lutador”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aqui, Bridges é o cantor em decadência, o trapo humano que percorre as estradas americanas e bebe um gole de uísque a cada intervalo de uma baforada de cigarro. A personificação em decadência, ainda mais quando o vemos chegar aos locais toscos em que toca: salão de boliche, botecos etc. No entanto, essa é apenas uma faceta do homem, já que num passado longíquo ele já fez muito sucesso. Gastou tudo em mulheres e bebida, e vive um momento de total entrega a esse universo. Asituação só muda quando ele enfrenta dois fatos: conhece uma bela e sedutora jornalista, Jean, muitos anos mais jovem que ele; e reencontra o antigo amigo e também cantor Tommy, o qual ainda insiste em formar parceria com ele.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Bridges encarna o verdadeiro Bad Blake, um badass de verdade. Rouco, de andar trôpego, bêbado e pronto para qualquer parada. Típico dos bares de beira de estrada dos EUA. É o espaço perfeito para Bridges expor seu talento, criando um personagem único e ao mesmo tempo uma síntese de “rock stars” (no sentigo clichê da palavra: sexo, drogas e rock n roll) do mundo todo. Ele não fala, grune. Não anda, rasteja. Não canta, encanta. É assim o mundo de Blake: de bar em bar, tocando sempre para públicos decantes suas antigas músicas de sucesso. Na direção, Scott Cooper faz o trabalho mais óbvio do mundo: prepara a tela para o grande astro brilhar: Jeff Bridges. Não há muito o que fazer, basta ligar a câmera e deixar que a trama e Bad falem por si só.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O roteiro é bem simples e explora essas duas questões na vida de Bad – embora outra apareça durante o filme, mas não seja explorada: o caso amoroso com Jean e a parceria com Tommy. Na primeira situação, ambos estão em momentos parecidos da vida, ocasião que torna o destino a explicação perfeita para o encontro. A jornalista que vira a amante, o artista que vira amante. Maggie é uma atriz no máximo esforçada e não consegue acompanhar o tom dramático do filme. Uma pena. Já Collin Farell simplesmente resolve largar de mão e faz de Tommy um tipo parecido com ele próprio: famoso, desligado e preocupado com o futuro (financeiro) de sua carreira. Nada muito distante do mundo glamuroso de Hollywood. E Bad, claro, costura sua vida pré-60 anos dividido entre essas duas questões: o amor de Jean e a parceira com Tommy.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É essa simplicidade, portanto, que faz com que a trama siga seu rumo natural. É até compreensível que já saibamos como a história vai se desenrolar – e isso não parece ser um problema. O que importa está ali: a história de um homem em busca de sua própria identidade, perdida em meio a acontecimentos que ele julgava como naturais. E, claro, um astro em sua atuação plena.</div>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.movieplace.com.br/wp-content/uploads/2009/11/crazy_heart-poster-640.jpg" alt="" width="180" height="269" /></p>
<p style="text-align: center; "><span style="font-family: 'Lucida Grande', Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal; color: #333333; font-size: 12px; "> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></h3>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; text-align: left; "><span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">direção</span>: Scott Cooper<br />
<span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">elenco</span>: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhall, Robert Duvall, Collin Farell<br />
<span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">país</span>: EUA<br />
<span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">gênero</span>: drama<br />
<span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">ano</span>: 2009<br />
<span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; ">título original</span>: Crazy Heart</h3>
<p>Embora tenha inúmeros acertos, é impossível dissociar o êxito de “Coração Louco” da atuação irreparável de Jeff Bridges. Adotando uma postura única, mas que reflete a trajetória de diversos artistas ao redor do mundo, o filme consegue criar uma ótima história em seu componente humano.</p>
<p>“Coração Louco” é a história de Bad Blake (Jeff Bridges), um velho cantor de country que roda os EUA tocando em locais decadentes, transando com mulheres duvidosas e bebendo muito. Vê sua trajetória mudar ao conhecer a jornalista Jean (Maggie Gyllenhall) e reencontrar o antigo parceiro Tommy Sweet (Collin Farell).</p>
<p>Basta ver o trailer de “Coração Louco” pra perceber uma semelhança óbvia com outro longa, “O Lutador”. A comparação me parece inevitável, ainda mais que o intervalo entre o lançamento de um e do outro aqui no Brasil foi de apenas um ano. Os dois tem sua trama baseada na trajetória de auto-conhecimento e mudança de um homem. Não que essa mudança seja da água para o vinho; de forma alguma, mas apenas ambos passam de um estado de acomodação e aceitação da vida para um estado de questionamento pessoal. Micley Rourke é fenomenal em seu filme, assim como Bridges, e ambos conseguem pontuar de forma brilhante as nuances de seus personagens. Não vou me alongar mais nesse assunto, mas <a href="http://www.cafecompop.com/2009/03/critica-o-lutador/" target="_blank">você pode ler aqui a crítica de “O Lutador</a>”.</p>
<p>Aqui, Bridges é o cantor em decadência, o trapo humano que percorre as estradas americanas e bebe um gole de uísque a cada intervalo de uma baforada de cigarro. A personificação em decadência, ainda mais quando o vemos chegar aos locais toscos em que toca: salão de boliche, botecos etc. No entanto, essa é apenas uma faceta do homem, já que num passado longíquo ele já fez muito sucesso. Gastou tudo em mulheres e bebida, e vive um momento de total entrega a esse universo. Asituação só muda quando ele enfrenta dois fatos: conhece uma bela e sedutora jornalista, Jean, muitos anos mais jovem que ele; e reencontra o antigo amigo e também cantor Tommy, o qual ainda insiste em formar parceria com ele.</p>
<p>Bridges encarna o verdadeiro Bad Blake, um badass de verdade. Rouco, de andar trôpego, bêbado e pronto para qualquer parada. Típico dos bares de beira de estrada dos EUA. É o espaço perfeito para Bridges expor seu talento, criando um personagem único e ao mesmo tempo uma síntese de “rock stars” (no sentigo clichê da palavra: sexo, drogas e rock n roll) do mundo todo. Ele não fala, grune. Não anda, rasteja. Não canta, encanta. É assim o mundo de Blake: de bar em bar, tocando sempre para públicos decantes suas antigas músicas de sucesso. Na direção, Scott Cooper faz o trabalho mais óbvio do mundo: prepara a tela para o grande astro brilhar: Jeff Bridges. Não há muito o que fazer, basta ligar a câmera e deixar que a trama e Bad falem por si só.</p>
<p>O roteiro é bem simples e explora essas duas questões na vida de Bad – embora outra apareça durante o filme, mas não seja explorada: o caso amoroso com Jean e a parceria com Tommy. Na primeira situação, ambos estão em momentos parecidos da vida, ocasião que torna o destino a explicação perfeita para o encontro. A jornalista que vira a amante, o artista que vira amante. Maggie é uma atriz no máximo esforçada e não consegue acompanhar o tom dramático do filme. Uma pena. Já Collin Farell simplesmente resolve largar de mão e faz de Tommy um tipo parecido com ele próprio: famoso, desligado e preocupado com o futuro (financeiro) de sua carreira. Nada muito distante do mundo glamuroso de Hollywood. E Bad, claro, costura sua vida pré-60 anos dividido entre essas duas questões: o amor de Jean e a parceira com Tommy.</p>
<p>É essa simplicidade, portanto, que faz com que a trama siga seu rumo natural. É até compreensível que já saibamos como a história vai se desenrolar – e isso não parece ser um problema. O que importa está ali: a história de um homem em busca de sua própria identidade, perdida em meio a acontecimentos que ele julgava como naturais. E, claro, um astro em sua atuação plena.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Um Sonho Possível (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 18:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/ladocego_1.jpg" alt="" width="162" height="241" /></p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/04/nota05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-124" title="nota05" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/04/nota05.jpg" alt="nota05" width="310" height="30" /></a></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">direção</span>: John Lee Hancock<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">elenco</span>: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Tim McGraw<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">país</span>: EUA<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">gênero</span>: drama<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">ano</span>: 2009<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px;">título original</span>: The Blind Side</h3>
<p>Em vários momentos de “Um Sonho Possível”, o espectador é jogado para fora do cinema. A sensação é de já termos visto aquilo mais de uma vez, muito embora possa ser difícil lembrar em qual situação. Mas sim, filmes iguais a ele temos aos montes.</p>
<p>“Um Sonho Possível” é a história do jovem Michael Oher (Quinton Aaron), negro, pobre e desabrigado que muda de vida quando uma família, comandada por Leigh Anne (Sandra Bullock), passa a ajudá-lo na educação e com grandes lições de vida.</p>
<p>A trama desse filme passa longe de qualquer originalidade. É bom, aliás, diferenciar história de trama. A história de Michael é espetacular, de superação, humana, viva. Aconteceu de verdade, talvez se te contassem num bate papo rápido você nem acreditasse. Mas, para o cinema, é preciso ter uma narrativa, uma trama bem desenhada – e é principalmente nesse aspecto que “Um Sonho Possível” escorrega. O diretor e roteirista John Lee Hancock aposta nos mais aclamados clichês do gênero: homem pobre e preconceitos na escola, garoto gigante fisicamente e com coração “de ouro”, reviravoltas etc etc. É um recorte do que Hollywood produziu de mais clichê em filmes de superação.</p>
<p>Michael é o menino pobre da periferia que muda de vida quando uma mulher resolve ajudá-lo. Só que, em momento algum, somos avisados do motivo pelo qual uma mulher resolve ajudar um garoto sem paradeiro, sem família, sem roupas, sem nada. Porque ela fez? Culpa? De quê? Pura solidariedade? Ninguém sabe. Aí fica difícil do espectador se projetar nela. Claro, pessoas costumam se sensibilizar por outras de menor nível social, mas daí a botar o garoto em casa e dar de tudo é demais. Tem que ter algo mais. Sandra Bullock faz uma decoradora normal, sem grandes sobressaltos, sem grandes invencionices e convence até certo ponto. Não ultrapassa o limiar da boa atuação.</p>
<p>Por outro lado, Quinton Aaron como o garoto Michael consegue entrar no personagem e convence muito bem como o menino pobre que tentar superar todos os problemas possíveis de um adolescente: drogas, falta dos pais, má educação, dentre outros. Apesar disso, por dentro da casca de um enorme garoto, está um menino sensível e avesso à violência. O problema é que Hancock retrata isso com cenas descartáveis, diálogos superficiais e pouca criatividade. O envolvimento de Michael só é eficiente mesmo com os filhos de Leigh Anne, SJ e Collings, em que conseguem manter uma boa relação de irmandade e compaixão mútua.</p>
<p>A condução da história e a trajetória bem sucedida de Michael segue seu caminho, sempre nos mostrando lições interessantes de vida, de superação, porém mais pela força que a própria história tem do que pela trama que é vista na tela.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Preciosa (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 03:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Lee Daniels elenco: Gabourey Sidibe, Mo´Nique, Mariah Carey, Paula Patton país: EUA gênero: drama ano: 2009 título original: Precious 2010 parece ser o ano marcado pelas trajetórias individuais de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/media/film/images/preciosa/1262392394_foto.asp.jpg" alt="" width="175" height="256" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-64" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Lee Daniels<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Gabourey Sidibe, Mo´Nique, Mariah Carey, Paula Patton<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Precious</h3>
<p>2010 parece ser o ano marcado pelas trajetórias individuais de superação. Temos o garoto Michael de “Um Sonho Possível”, Nelson Mandela em “Invictus” e Clareece em “Preciosa”. Todos têm em comum, além de serem negros, a mudança de realidade através da ajuda de terceiros. “Preciosa” segue o mesmo caminho, embora com características bem peculiares.</p>
<p>O filme conta a história da garota Clareece Precious (Gabourey Sidibe), 16 anos, grávida do seu segundo filho e constantemente abusada verbalmente pela mãe e sexualmente pelo pai.</p>
<p>A temática do filme já é bastante pesada. Pensar numa garota monstruosamente gorda, negra, pobre e moradora do subúrbio americano já é pensar em diversos problemas sociais. Impressionamos-nos mais ainda quando vemos em cena Sidibe como a protagonista, com cara de poucos amigos, mas ao mesmo tempo de uma infantilidade que não condiz com sua condição de mãe. É o contraponto e a realidade que nós do Brasil conhecemos bem: preta, pobre e sem perspectivas de vida, o que fazer então para continuar vivendo?</p>
<p>A própria Precious já pensou na morte – e quem não pensaria? A realidade desgraçada dela ainda é pior se analisada à luz de sua relação materna. A mãe da protagonista é interpretada com assustadora realidade pela comediante Mo´Nique, uma atuação que rouba todos os holofotes. É nela que vemos refletida um sistema social e econômico bárbaro, a personificação de todos os erros do capitalismo. O ambiente em que Precious vive, portanto, é o pior possível. Na escola, ela não encontra nada. Na rua, só desprezo e solidão. Em casa, só o que salva são seus sonhos e a televisão.</p>
<p>Para tentar suavizar toda essa camada grossa de crueldade, o diretor Lee Daniels apostou em contrapontos de cena, ou seja, ao mostrar alguma coisa ruim que acontece com Precious, ele mostra ao mesmo tempo os sonhos da garota. Por um lado funciona, mas como isso se repete inúmeras vezes, torna-se um recurso enfadonho e cansa espectador. A “suavizada” de Daniels funciona, porém, quando estamos diante da relação entre Precious e Sra. Rain, a professora interpretada por Paula Patton. Ela se sai muito bem, não parece se esforçar para demonstrar carinho nem eficiência em seu posto de mentora para a jovem.</p>
<p>O roteiro escorrega em alguns momentos e passa a explorar em demasia diálogos que não vão a lugar algum. Assim a história fica um pouco chata, repetitiva, pois os acontecimentos simplesmente não se desenrolam. Repare nos diálogos com a assistente social interpretada por Mariah Carey. Elas conversam, falam, dialogam e nada. O “nada” vai a “lugar algum”. Somente no final, na última cena, Carey mostra a que veio. Mesmo assim, ela força muito a barra para conseguir dar uma clareza e realidade à sua personagem – e o pior é quando ela é posta na mesma cena que Mo´nique, justo a cena que dará o Oscar à atriz.</p>
<p>Mesmo com um desfecho coerente e esperançoso – depois de tanta realidade nua e crua, o que esperar, não é verdade? -, a impressão muitas vezes é que estamos diante de um programa de Oprah Winfrey. Com depoimentos longos e choros descompensados, “Preciosa” flui, em diversos momentos, como se estivéssemos vendo uma das milhares de entrevistas sensacionalistas da estrela da TV americana. Ainda bem que é só em alguns instantes.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Guerra ao Terror (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 18:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/guerraaoterror.jpg" alt="" width="191" height="274" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Kathryn Bigelow<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Ralph Fiennes, Guy Pierce<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: guerra/drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: The Hurt Locker</h3>
<p>É difícil imaginar o porquê de “Guerra ao Terror” ter passado direto para DVD no Brasil. Tenso e extremamente eficiente em seu encadeamento narrativo, o filme desperta grande curiosidade ao explorar a profundidade de sentimentos e impressões de homens por trás das roupas de guerra.</p>
<p>O filme segue a rotina diária de um pelotão anti-bombas do exército americano no Iraque, mostrando suas relações pessoais, convicções e sonhos.</p>
<p>Numa análise geral, dificilmente alguém conseguirá apontar um protagonista. Em “Guerra ao Terror”, o protagonista é o soldado médio americano, aquele que passa as noites ouvindo rock n roll nas alturas para durante o dia desarmar bombas como se estivesse consertando a tomada quebrada de casa. Aliás, estava faltando alguém com coragem, como a diretora Kathryn Bigelow e o roteirista Mark Boal, para levar à frente uma história tão humana. Nós nos sensibilizamos com aqueles homens, muito embora sejamos totalmente contra a guerra.</p>
<p>Curioso até que a primeira cena do filme seja de um robô, um excelente contraponto de reflexão para o público. O longa investiga a condição humana levada ao extremo em situação de guerra, momentos realmente tensos. Como Bigelow usa pouca trilha sonora, a tensão fica a cargo unicamente do que vemos na tela, sem grandes explosões ou perseguições, mas sim com uma investigação particular dos homens. Will James (Jeremy Renner), Sanborn (Anthony Mackie) e Eldridge (Brian Geraghty) são os homens, os soldados a serviço de uma guerra que para nós pode parecer sem sentido, mas que para eles, por algum motivo – e cada um tem o seu -, aquilo tudo faz sentido.</p>
<p>O roteiro de Boal deixa de lado qualquer pretensão de discussão política ou conchavos entre altos coronéis. Isso praticamente não existe e somos apresentados, por exemplo, à estreita relação entre James e o garoto Beckham, um iraquiano que vende DVD na porta do pelotão e que, de alguma forma, desperta interesse no soldado. Temos ainda Sanborn e seu fiel serviço aos EUA, mesmo que em diversos momentos ele até questione o porquê de tudo aquilo e, caso morra, quem irá chorar em seu funeral. Já Eldridge parece o mais desequilibrado, muito jovem e com todas as desconfianças possíveis do mundo na cabeça.</p>
<p>Com essas três pontas, “Guerra ao Terror” traça um perfil detalhado de quem está na guerra: solitário, tenso e desesperado – por mais que os personagens demonstrem o contrário. Mesmo assim, a diretora ainda consegue mostrar cenas de guerra com extrema eficiência. Os momentos em que James vai desarmar bombas é sempre tenso: você nunca sabe o que realmente vai acontecer. Ele vai morrer? Possível. Ele vai sobreviver? Muito possível também. E aquela troca de tiros no meio do deserto é de um suspense incrível, um momento inclusive que é utilizado para aproximar Sanborn e James.</p>
<p>O único aspecto estranho é a conclusão da história. Tudo tem a ver com a frase de epílogo que aparece no começo do filme, que seria a justificativa para o desfecho da história. Talvez sem a frase não entendêssemos a escolha final do personagem, mas mesmo com a tal explicação tudo soa um pouco estranho. O que o soldado fez é aceitável?</p>
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		<title>Brasil está fora do Oscar&#8230; E daí?</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 18:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todos sabem, mais uma vez o Brasil ficou fora da corrida pelo tão sonhado Oscar de melhor filme estrangeiro. Perdemos a disputa para outros bons filmes (Teta Assustada, por exemplo), mas também não levamos um grande concorrente. Mas&#8230; E daí? O Oscar é tão importante assim para a indústria cinematográfica brasileira?</p>
<p>Não, não é. Hoje, no estágio de produção em que estamos, o Oscar seria mais um prêmio; só renderia uns milhões a mais para alguns poucos produtores em contratos futuros. Na prática, na “luta diária” por espaço na tão conturbada cena local, o prêmio americano não ajuda ninguém, fora o fato de que ele, em si, não garante qualidade alguma.</p>
<p>Houve um tempo em que ganhar um Oscar de filme estrangeiro ajudava muito. Era a época de poucos filmes, produção em baixa e um cinema nacional totalmente desacreditado. Muitos de vocês devem ter vivido isso lá pelos meados dos anos de 1990, mas foi com bastante competência que Central do Brasil rompeu o marasmo. Um filme humano, simples e com atuações espetaculares. Tocou o mundo, tocou o Brasil de dimensões territoriais e sociais desproporcionais. Naquele momento um Oscar era mais do que bem vindo, era praticamente necessário. Seria a vitrine mundial. Como todos sabem, não ganhamos nada, mas os olhos do mundo se voltaram para cá. Mais dinheiro, mais distribuição e muito mais cinema sendo feito em terras tupiniquins.</p>
<p>Sobre a tal “retomada” todos já conhecem a história. Nossa produção cresceu em tamanho e qualidade (há uma crítica imensa, errônea a meu ver, sobre o padrão de filme nacional atual, mas isso é papo pra outro post). Na época de Cidade de Deus (2002), também houve um clamor geral pelo prêmio, mas nada ocorreu. E nosso cinema continuou crescendo, atores brasileiros foram pra fora e diretores, como Walter Salles e Fernando Meireles, ganharam seu espaço.</p>
<p>O problema do Oscar de filme estrangeiro é a indicação. O Brasil indica. E quem seria o “Brasil”? O ministério da cultura, que tem mais preocupações comerciais que qualquer outra coisa. A indicação sempre é feita pensando na possibilidade real de vencer, e não na qualidade do filme. Essa postura rendeu, por exemplo, a aberração de não ter indicado Tropa de Elite, mas sugerir O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2007) – um bom filme, mas que não passa disso. A intenção é apenas ganhar? E daí?</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Os Falsários (2007)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 03:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/falsarios/falsarios-poster01.jpg" alt="" width="176" height="257" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="size-full wp-image-59 aligncenter" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Stefan Ruzowitzky<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Áustria/Alemanha<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2007<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Die Fälscher</h3>
<p>O ano de 2009 parece ter sido reservado para filmes dando novo olhar à Segunda Guerra. De conflitos pessoais de “O Leitor” à inocência infantil em “O Menino do Pijama Listrado”, o tema rende agora um ótimo exemplar que discute escolhas individuais e seu impacto no coletivo, com o ótimo e bem dirigido “Os Falsários”.</p>
<p>O filme segue a história do falsificador bom vivant multi-facetado Salomon ‘Sally’ Sorowitsch (Karl Markovics), que vivem na Alemanha e falsifica de tudo. Preso, ele segue direto para campos de concentração da Alemanha nazista, passando a  integrar, junto com outros prisioneiros, como Adolf Burger (August Diehl), uma divisão de falsificação do regime.</p>
<p>O trunfo de “Os Falsários” é ser ao mesmo tempo denso e suave, uma característica muito difícil de se alcançar em histórias desse tipo. A temática Segunda Guerra, na verdade, parece que só funciona no cinema hoje em dia se tocar em feridas ainda encobertas, ou então em assuntos obscuros, como é o caso do longa em questão. “Os Falsários” é uma história real, escrita por Berg, único personagem que manteve o nome original. Criando uma teia concisa e sóbria, o diretor Stefan Ruzowitzky explora bem o tema real e o pano de fundo que é a guerra, e não abusa em momento algum o drama dos judeus em vão ou então os campos de concentração, altamente explorado em dezenas de filmes.</p>
<p>A narrativa é, portanto, envolvente por si só. O impacto inicial que o público toma é visto quando, logo aos 5 minutos, passamos do final da história para o começo, dando um contraste impactante, que vai ser importantíssimo para a fruição do filme. O diretor Ruzowitzky não é em momento nenhum maniqueísta em relação aos próprios prisioneiros, já que, sendo judeus, são obrigados a trabalhar para aumentar a fortuna do partido nazista e financiar uma guerra contra os próprios judeus. É esse conflito interno que vai permear toda a história, isto é, de que adianta trabalhar forçado para o regime se é justamente esse trabalho que vai salvar os nazistas? O trabalho em questão é a falsificação de dinheiro.</p>
<p>A construção desse conflito é bem recortado com a história de alguns personagens judeus e outros nazistas. A dualidade interna dos prisioneiros é ainda mais evidente nas relações de cada um. Tem gente ali com a família inteira morta, outros que ainda têm esperança em reencontrá-los e alguns, como Sally, que não têm nada a perder. O protagonista passa a ser o chefe da divisão e suas atitudes impactam diretamente no funcionamento do Projeto nazista e em como os outros vão (ou não) ajudar a levar pra frente a idéia. MArkovics faz um Solomon de maneira magnífica, encarnando um homem dúbio e misterioso, que tem um código de conduta próprio, mas que não poupa esforços em ajudar seus amigos, mesmo quando está em situação delicada.</p>
<p>O tema, que aparentemente é denso demais, tem algumas peculiaridades que o tornam mais “leve”, se é que isso é possível. O ponto chave para que isso aconteça é a dinâmica do roteiro, que somente perto do final demora alguns minutos a mais em cenas desnecessárias, mas que volta logo ao ritmo de antes. A conclusão, por sua vez, é bem irônica e reforça ainda mais a idéia de dualidade que qualquer ser humano vive e, mesmo sofridos por um regime imbecil e desumano, os judeus também não ficam de fora. A frase que encerra “Os Falsários” é claro nisso e dá o fechamento ideal, sem ser piegas ou repetitivo.</p>
<p><em>P.S.: &#8220;Os Falsários&#8221; é o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, mas só agora, em junho de 2009, chega às telas brasileiras.</em></p>
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