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	<title>Café Com Pop &#187; quincas berro d´água</title>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Quincas Berro D´Água (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 17:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[quincas berro d´água]]></category>
		<category><![CDATA[sergio machado]]></category>

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		<description><![CDATA[direção: Sergio Machado elenco: Paulo José, Mariana Ximenes, Flavio Bauraqui, Irandhir Santos, Luis Miranda país: Brasil gênero: comédia ano: 2010 Transpor obras literárias para o cinema não é simples e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/quincas-berro-d-agua/quincas-berro-d-agua-poster01t.jpg" alt="" width="154" height="230" /></p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">direção</span>: Sergio Machado<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">elenco</span>: Paulo José, Mariana Ximenes, Flavio Bauraqui, Irandhir Santos, Luis Miranda<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">país</span>: Brasil<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">gênero</span>: comédia<br />
<span style="font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 18px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: underline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">ano</span>: 2010</h3>
<p>Transpor obras literárias para o cinema não é simples e há sempre a idéia de que muita coisa ficou para trás. Fazer isso com um livro de Jorge Amado é, talvez, ainda mais difícil, pois ele traz peculiaridades bem baianas e pertencentes à literatura sua única. Mas é em Quincas Berro D´Água que essa lógica é subvertida.</p>
<p>O filme é uma adaptação do seminal “A Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água”, que traz a história contada pelo defunto Quincas (Paulo José), rei da boemia e sacanagem baiana na década de 50 e que morre bem no dia de seu aniversário. A trama envolve muita confusão entre amigos, parentes e mulheres apaixonadas.</p>
<p>Jorge Amado é aclamado mundialmente, representante de uma cultura única baiana e de tradição que perdura até hoje. Muitas de suas obras viraram seriados, novelas e filmes e isso se deve ao estilo novelístico do autor (uma fase de sua carreira, obviamente. Sua obra é extensa e cheia de fases e nuances): Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Mar Morto, Terra Sem Fim, Capitães de Areia (que já virou filme e será lançado em breve) etc etc. O livro em questão é uma ode à picardia e um tapa na cara do status quo que conhecemos como vida bem sucedida: emprego, casa, mulher e filhos. E para viver esse personagem ninguém melhor que Paulo José.</p>
<p>O autor dá a seu personagem uma autenticidade impressionante. Se formos levar em consideração que ele passa a maior parte do tempo morto, o resultado conseguido por Paulo e o diretor Sergio Machado é mais incrível ainda. Quincas é um boêmio diferente: chutou o pau da barraca já velho e trocou a vida pacata da cidade alta pela putaria das ruas do Pelourinho. Vive bebendo, jogando e correndo atrás das mulheres fáceis. Faz tudo isso acompanhado de sua turma: Pastinha, Pé de Vento, Cabo Martim e Curió. São eles, aliás, o grande ponto cômico da trama. Claro, a própria situação do roteiro é surreal, mas os quatro amigos estão quase impecáveis em seus personagens, cada um com uma característica diferente e, até por isso, formam um mosaico interessante.</p>
<p>O realismo fantástico de Jorge se materializa nas ruas de Salvador. Nesse ponto, Sergio Machado é irreparável: como bom baiano, foge dos estereótipos fáceis, sotaques exagerados e atitudes sem sentido (sim, tudo de ruim de “Ó Paí Ó”, um desastre da recente cinematografia brasileira). Machado segue a lógica Amadiana e foca sua lente na inventividade dos pobres, na ginga do povo. E faz tudo isso com muito bom humor. As cenas trazem um humor afiado, exagerado quando é para ser, e comedido e certeiro na maioria das vezes. O quarteto de amigos faz de tudo: sobe e desce ladeira, briga, bebe, come, faz algazarra, é preso, dança e corre a cidade toda. E, claro, tudo acompanhado do morto.</p>
<p>A condução da história segue a lógica comentada acima, mas é acrescida pela conturbada relação entre Quincas e sua filha, Vanda (Mariana Ximenes). Infelizmente a atriz não segue o bonde de boas atuações do restante do elenco, mas não chega a comprometer. O mais importante, no entanto, é que o filme se encerra exatamente como deveria ser: fiel ao mestre Jorge Amado. Se você já leu obras como “Gabriela, Cravo e Canela” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, vai entender perfeitamente. A herança de Quincas é o que Vanda leva para o restante de sua vida, nada material, mas sim seu principal ensinamento – que você verá, obviamente, quando assistir ao filme.</p>
<p><span style="line-height: 18px; font-size: medium; "><span style="text-decoration: underline;"> </span></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Transpor obras literárias para o cinema não é simples e há sempre a idéia de que muita coisa ficou para trás. Fazer isso com um livro de Jorge Amado é, talvez, ainda mais difícil, pois ele traz peculiaridades bem baianas e pertencentes à literatura sua única. Mas é em Quincas Berro D´Água que essa lógica é subvertida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O filme é uma adaptação do seminal “A Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água”, que traz a história contada pelo defunto Quincas (Paulo José), rei da boemia e sacanagem baiana na década de 50 e que morre bem no dia de seu aniversário. A trama envolve muita confusão entre amigos, parentes e mulheres apaixonadas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Jorge Amado é aclamado mundialmente, representante de uma cultura única baiana e de tradição que perdura até hoje. Muitas de suas obras viraram seriados, novelas e filmes e isso se deve ao estilo novelístico do autor (uma fase de sua carreira, obviamente. Sua obra é extensa e cheia de fases e nuances): Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Mar Morto, Terra Sem Fim, Capitães de Areia (que já virou filme e será lançado em breve) etc etc. O livro em questão é uma ode à picardia e um tapa na cara do status quo que conhecemos como vida bem sucedida: emprego, casa, mulher e filhos. E para viver esse personagem ninguém melhor que Paulo José.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O autor dá a seu personagem uma autenticidade impressionante. Se formos levar em consideração que ele passa a maior parte do tempo morto, o resultado conseguido por Paulo e o diretor Sergio Machado é mais incrível ainda. Quincas é um boêmio diferente: chutou o pau da barraca já velho e trocou a vida pacata da cidade alta pela putaria das ruas do Pelourinho. Vive bebendo, jogando e correndo atrás das mulheres fáceis. Faz tudo isso acompanhado de sua turma: Pastinha, Pé de Vento, Cabo Martim e Curió. São eles, aliás, o grande ponto cômico da trama. Claro, a própria situação do roteiro é surreal, mas os quatro amigos estão quase impecáveis em seus personagens, cada um com uma característica diferente e, até por isso, formam um mosaico interessante.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O realismo fantástico de Jorge se materializa nas ruas de Salvador. Nesse ponto, Sergio Machado é irreparável: como bom baiano, foge dos estereótipos fáceis, sotaques exagerados e atitudes sem sentido (sim, tudo de ruim de “Ó Paí Ó”, um desastre da recente cinematografia brasileira). Machado segue a lógica Amadiana e foca sua lente na inventividade dos pobres, na ginga do povo. E faz tudo isso com muito bom humor. As cenas trazem um humor afiado, exagerado quando é para ser, e comedido e certeiro na maioria das vezes. O quarteto de amigos faz de tudo: sobe e desce ladeira, briga, bebe, come, faz algazarra, é preso, dança e corre a cidade toda. E, claro, tudo acompanhado do morto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A condução da história segue a lógica comentada acima, mas é acrescida pela conturbada relação entre Quincas e sua filha, Vanda (Mariana Ximenes). Infelizmente a atriz não segue o bonde de boas atuações do restante do elenco, mas não chega a comprometer. O mais importante, no entanto, é que o filme se encerra exatamente como deveria ser: fiel ao mestre Jorge Amado. Se você já leu obras como “Gabriela, Cravo e Canela” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, vai entender perfeitamente. A herança de Quincas é o que Vanda leva para o restante de sua vida, nada material, mas sim seu principal ensinamento – que você verá, obviamente, quando assistir ao fi</div>
<p></span></p>
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		<title>&#8230; E o cinema baiano, como vai?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 03:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estimulado a falar sobre o cinema baiano pela Revista Bravo!, que lançou um especial sobre a cultura da Bahia em janeiro, posto abaixo breve resumos de alguns filmes produzidos na...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estimulado a falar sobre o cinema baiano pela Revista Bravo!, que lançou um especial sobre a cultura da Bahia em janeiro, posto abaixo breve resumos de alguns filmes produzidos na Bahia que devem estrear ainda em 2010. Antes de qualquer análise, adianto que já é um ótimo cenário que se vislumbra no Estado, com a consolidação de uma filme commisson organizada, por exemplo, e outros fatores. Para os entusiastas do cinema nacional, como eu, só restam expectativas, e para os detratores, pelo menos dêem uma chance.<strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
<a href="http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/filme-sobre-renato-russo-devechegar-as-telonas-ate-o-final-do-ano-20100113.html" target="_blank">Faroeste Caboclo</a></strong></p>
<p>Não é bem uma produção baiana, mas parte da história se passa no interior do Estado. A trama, como o nome entrega, é história de João de Santo Cristo, o personagem criado numa música por Renato Russo. O filme vai contar a saga do herói, desde o nascimento na Bahia até o duelo final com Jeremias, em Brasília. Tem apoio do Governo do Estado.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=878198" target="_blank"><strong>Capitães da Areia</strong></a></p>
<p>Adaptação da clássica obra de Jorge Amado. O filme vai levar às telas a história de um grupo de meninos/moradores de rua que aterrorizavam Salvador, mas que não deixavam de ter sentimentos, como compaixão e amor. A produção já concluiu as gravações e já está em fase final. A direção fica a cargo da neta do escritor, Cecília Amado, com larga experiência em cinema (assistente de direção e afins), mas que estréia no comando de um longa. O filme utilizou atores não profissionais. O trailer já está disponível <a href="http://migre.me/iqqz" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
<a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/13/veja-making-of-do-filme-quincas-berro-agua-com-paulo-jose-marieta-severo-755246583.asp" target="_blank">Quincas Berro D´água</a></strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://uolcinema.blog.uol.com.br/images/paulo-jose-415.jpg" alt="" width="381" height="255" /><br />
</strong></p>
<p>Talvez seja o filme com mais pompa e produção dessa nova safra. Traz o diretor Sergio Machado (do ótimo “Cidade Baixa”) e atores de alto nível, como Paulo José, Mariana Ximenes e Othon Bastos. É mais uma adaptação de obra de Jorge Amado.<br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
<a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/brasil-cultura/made-in-bahia-525019.shtml" target="_blank">Trampolim do Forte </a></strong></p>
<p>Citando a revista Bravo!: “O trampolim do Forte de Santa Maria, em Salvador, é, há muitos anos, espaço de lazer para a garotada que freqüenta a praia do Porto da Barra. Entre eles estão dois garotos que fazem dos saltos diários no mar uma válvula de escape para a pesada rotina diária. O cenário faz parte das lembranças do diretor da nova geração de cinema baiano João Rodrigo Mattos, que mesclou criatividade e vivência para abordar a importância da infância”.<br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
<a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/brasil-cultura/made-in-bahia-525019.shtml" target="_blank">O Homem que Não Dormia</a></strong></p>
<p>É o segundo longa metragem do diretor Edgar Navarro, que já levou às telas o aclamado “Superoutro” (média) e “Eu me Lembro” (esse eu vi e achei razoável). No novo filme, “tudo acontece em uma mesma noite, quando cinco pessoas de uma cidadezinha do interior são acometidas por um pesadelo envolvendo um homem sinistro e um tesouro enterrado. Com a chegada de um misterioso peregrino, o vilarejo é arrebatado da rotina medíocre e os personagens são lançados num vórtice de acontecimentos insólitos” (<a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/brasil-cultura/made-in-bahia-525019.shtml" target="_blank">aqui</a>).</p>
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