Arquivo

Textos com Etiquetas ‘rock’

Paul McCartney continua gênio

6, setembro, 2010 admin Sem comentários

A notícia que etá circulando hoje na internet é a vinda de Paul McCartney ao Brasil. Mesmo que a notícia tenha sido divulgada inicialmente por Lucio Ribeiro (o cara que solta furos por atacado e acerta um monte – mas erra que é uma beleza…), o mito por uma nova apresentação do gênio Mcca é antigo.

Correta ou não, a notícia deixou muita gente alegre e esperançosa. E ver o ex-beatle em ação não é ver mais do mesmo. A carreira de Paul é corretíssima, excelente em alguns pontos e genial em outros. Pense num cidadão que já é rei da música, fez tudo de bom que era possível e conquistou todo dinheiro do mundo. E mesmo assim ainda continua fazendo música de qualidade, de altíssimo nível. Isso é o que mais me impressiona nele. E, mesmo depois de décadas de sucesso, lançou dois discos recentes que são pérolas, com canções de inspiração única. O show dele com certeza vale o ingresso e muito mais. Momento único de ouvir um beatle original cantando Beatles, além de oferecer boas opções de músicas novas. Recomendo sem restrições o “Chaos and Creation in the Backyard” (2005) e “Memory Almost Full” (2007). O disco lançado em 2005 é particularmente mais interessante. Oportunidade de ouvir um ídolo tocando coisas novas sem soar datado, mas mesmo assim ecoando sua longa e fabulosa carreira.

Que venha o Brasil!

Paloma Faith, a nova Amy?

16, agosto, 2010 admin Sem comentários

Ela é branca e tem voz de diva do jazz e black. É jovem e britânica. Ouvindo assim despretensiosamente, dá para confundir a nova aposta do pop britânico, Paloma Faith, com a já velha conhecida do público, Amy Winehouse. Mas, não. Não é bem assim. Paloma segue uma cartilha parecida da colega, mas tem personalidade própria. Bem da verdade é que ela pode estar tomando o lugar de Winehouse, louca varrida e representante-mor do clichê pop de sexo, drogas e rock n roll.

Amy já não toca como antigamente e seus shows são sempre aguardados com expectativa – não pela ansiedade de ver uma ídolo no palco, mas sim esperando pra ver se REALMENTE ela virá. E Paloma Faith talvez esteja, aos poucos, tomando um pouco desse espaço, mas com algumas diferenças. Ela não é porra-louca, não. Um dos sucessos de sue único disco, “Do You Want The Truth Or Something Beautiful?”, é “Stone Cold Sober”, ou seja, o verdadeiro antídoto contra o carpe diem desenfreado de Amy. Na voz, claro, a garota ainda está aprendendo com a mestre, uma vez que Amy tem uma das vozes femininas mais espetaculares das últimas décadas.

O disco tem ótimas músicas de pop com pitadas soul, black e jazz. Não é nada xiita e a artista passeia tranquilamente pelos estilos, sem exagerar nas interpretações e deixando espaços interessantes para os instrumentistas de sua banda (excelentes, por sinal). A cantora atualmente está em turnê pela Europa e ganhando cada vez mais espaço.

Categories: Notícias, música Tags: , , , , , ,

Conheça o rock que vem do Oriente Médio

26, março, 2010 admin 1 comentário
É difícil imaginar que se pode ouvir rock n roll vindo do Oriente Médio. Mas o estilo não tem barreiras. A guitarra distorcida, a bateria pesada e o baixo pulsante ultrapassam fronteiras e chegam a lugares que nossa ignorância ocidental nem imagina.
Acrassicauda é uma banda de metal do Iraque. Só isso já seria uma combinação explosiva, para não perder o trocadilho. O grupo ficou conhecido quando o local de ensaio foi bombardeado e quase completamente destruído, além de ser tratado pela ala fundamentalista do país como banda de “música demoníaca do ocidente”. Depois de tocar durante algum tempo no país, os caras correram do conflito e passaram a peregrinar pela Turquia e Síria, até que o documentário “Heaavy Metal in Baghdad”, produzido por Spike Jonze, colocou a banda em lugares antes inimaignáveis.
Hoje os caras estão morando nos EUA, já tocaram com o Metallica e estão divulgando seu EP “Only The Dead See The End Of The War”. Abalam agora as estruturas do desgastado metal americano.
Já a dupla Take It Easy Hospital (foto no topo) aposta na sonoridade indie/pop e vem do improvável Irã. Claro, o queridinho de Lula, Ahmadinejad, que não ouça, mas Ash Koosha e Neli Haghaghi entopem o som da banda de batidinhas eletrônicas e cantos de louvor indie. Já foram até banidos de sua terra natal, onde o rock é oficialmente proibido, e tiveram a página do MySpace monitorada. Nada que abale a dupla, que acaba de protagonizar o filme “No One Knows About Persian Cats”, com trama bem próxima da própria realidade: bandas, fugas, sexo e rock n roll. E tudo isso no país de Ahmadinejad. Haja coragem.
E ainda reclamam que fazer rock no Brasil é difícil…

É difícil imaginar que se pode ouvir rock n roll vindo do Oriente Médio. Mas o estilo não tem barreiras. A guitarra distorcida, a bateria pesada e o baixo pulsante ultrapassam fronteiras e chegam a lugares que nossa ignorância ocidental nem imagina.

Acrassicauda (foto abaixo) é uma banda de metal do Iraque. Só isso já seria uma combinação explosiva, para não perder o trocadilho. O grupo ficou conhecido quando o local de ensaio foi bombardeado e quase completamente destruído, além de ser tratado pela ala fundamentalista do país como banda de “música demoníaca do ocidente”. Depois de tocar durante algum tempo no país, os caras correram do conflito e passaram a peregrinar pela Turquia e Síria, até que o documentário “Heaavy Metal in Baghdad”, produzido por Spike Jonze, colocou a banda em lugares antes inimaignáveis.

Hoje os caras estão morando nos EUA, já tocaram com o Metallica e estão divulgando seu EP “Only The Dead See The End Of The War”. Abalam agora as estruturas do desgastado metal americano.

Já a dupla Take It Easy Hospital (foto no topo) aposta na sonoridade indie/pop e vem do improvável Irã. Claro, o queridinho de Lula, Ahmadinejad, que não ouça, mas Ash Koosha e Neli Haghaghi entopem o som da banda de batidinhas eletrônicas e cantos de louvor indie. Já foram até banidos de sua terra natal, onde o rock é oficialmente proibido, e tiveram a página do MySpace monitorada. Nada que abale a dupla, que acaba de protagonizar o filme “No One Knows About Persian Cats”, com trama bem próxima da própria realidade: bandas, fugas, sexo e rock n roll. E tudo isso no país de Ahmadinejad. Haja coragem.

E ainda reclamam que fazer rock no Brasil é difícil…

O novo valor da música

19, março, 2010 admin 1 comentário

Ryan Adams (foto) é conhecido por sua inquietação musical. Dono de uma especial criatividade, o cantor americano já gravou diversos tipos de músicas, desde folk, passando por brit e rock n´n roll. Agora ele ataca de metal – meio mandraque, é verdade – e joga no público o poder de decidir sobre sua obra.

ORION . ELECTROSNAKE by ryanadams

Alguma semelhança com o Radiohead? A banda de Thom Yorke foi pioneira na venda 2.0 de sua música. Jogou no colo dos fãs a decisão de quanto pagar pelo cd “In Rainbaws”, lançado em 2007. Mas Ryan fez um pouco diferente. Em seu site oficial, o cantor pergunta na maior cara de pau: “hey, você compraria um CD meu de Metal?”. E põe lá uma amostra do que virá pela frente – ouça a música no player acima. A iniciativa ainda conta com a utilização de uma rede social de música, a Soundcloud, que permite tagear e comentar a música dentro do próprio player. Uma maneira bem dinâmica, diga-se de passagem.

Meio inusitado, meio canastrão, mas a verdade é que a indústria está tentando se reinventar. Quer dizer, não a indústria, mas sim artistas mais antenados e preocupados com o futuro de sua obra. O que Ryan Adams fez é pelo menos chamar a atenção da mídia – cria um buzz em cima de dois fatos interessantes: o disco de Metal e a pergunta intrometida. E aí, você compraria?

Ryan Adams – So Alive
Ryan Adams é conhecido por sua inquietação musical. Dono de uma especial criatividade, o cantor americano já gravou diversos tipos de músicas, desde folk, passando por brit e rock n´n roll. Agora ele ataca de metal – meio mandraque, é verdade – e joga no público o poder de decidir sobre sua obra.
Alguma semelhança com o Radiohead? A banda de Thom Yorke foi pioneira na venda 2.0 de sua música. Jogou no colo dos fãs a decisão de quanto pagar pelo cd “In Rainbaws”, lançado em 2007. Mas Ryan fez um pouco diferente. Em seu site oficial, o cantor pergunta na maior cara de pau: “hey, você compraria um CD meu de Metal?”. E põe lá uma amostra do que virá pela frente.
Meio inusitado, meio canastrão, mas a verdade é que a indústria está tentando se reinventar. Quer dizer, não a indústria, mas sim artistas mais antenados e preocupados com o futuro de sua obra. O que Ryan Adams fez é pelo menos chamar a atenção da mídia – cria um buzz em cima de dois fatos interessantes: o disco de Metal e a pergunta intrometida. E aí, você compraria?

Crítica de Filme – Aconteceu em Woodstock (2009)

15, março, 2010 admin 3 comentários
O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.
nota091

direção: Ang Lee
elenco: Demetri Martin, Liv Scheiber, Emile Hirsch, Henry Goodman, Imelda Staunton
país: EUA
gênero: comédia
ano: 2009
título original: Taking Woodstock

O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.

Rock também é arte

26, fevereiro, 2010 admin 2 comentários

Uma coisa que sempre me fascinou no rock é a capacidade de integração da música com outras formas de arte. No rock vale quase tudo. A moda sempre foi uma aliada do estilo musical. E as artes plásticas? Que o digam grandes artistas das tintas e gravuras, como o grande Andy Wharol. É nesse sentido que pôsteres de bandas, shows e artistas são sempre fascinantes. Não estou falando apenas daqueles com fotos, mas principalmente daqueles que anunciam shows. São verdadeiras obras-primas.

Kii Arens é um grande artista de pôsteres. Criou quase que uma categoria artística em cima de suas obras. São belíssimas criações que evocam sutileza, beleza, harmonia e funcionalidade. Aqui no Brasil, a arte em cartazes (pôster) também segue um bom rumo. Em São Paulo, por exemplo, já tem casa de show que investe pesado no segmento. Abaixo alguns exemplos da arte. Já estou providenciando meus exemplares…

(Kii Arens. Veja mais aqui)

(Kii Arens. Veja mais aqui)

(Kii Arens. Veja mais aqui)

(designer: Ainon. Mais no Posterize)

(designer: Silvis. Mais aqui)

Them Crooked Vultures: 2010 de muitas novidades

8, fevereiro, 2010 admin 2 comentários

Em setembro eu publiquei aqui no blog sobre o início de uma banda que já nascia clássica: formada por ídolos de diferentes gerações, a tal Them Crooked Vultures prometia colocar abaixo qualquer lugar que sediasse um show seu.

E, a julgar por relatos de blogs, twitter etc. e vídeos do Youtube, a banda realmente está com tudo. E vai tocar muito ainda no verão europeu. Dave Grohl, Josh Homme e John Paul Jones preparam shows nos maiores festivais da Europa e EUA, tocando para multidões e ampliando ainda mais o culto aos três grandes músicos. E não é só. Os caras também entraram na onda de ajuda humanitária ao Haiti e estão leiloando no Ebay dois pacotes (esse e esse) com presentinhos especiais: tem baquetas, amplificadores, pôster da turnê etc. Quem tiver a fim de ajudar os Haitianos e ainda levar pra casa essas relíquias pode desembolsar algo em torno de A$3.500.

Duas das apresentações mais esperadas são no Coachella, talvez hoje o maior festival de rock do mundo, e no Download 2010, na Inglaterra. Para esse ano ainda é esperado o segundo disco que, de acordo o baixista John Paul Jones, já está engatilhado. Com certeza poderemos esperar mais pancadaria como essa abaixo:

… E o carnaval de Salvador, como vai!?

27, janeiro, 2010 admin 1 comentário

Para quem é de Salvador, o clima de carnaval já se instalou na cidade. Mas para quem é de fora, esse clima pode parecer estranho e muito distante – principalmente se você não curte axé music dos “ô ô a a a” ou os pagodes de duplo sentido. Mas repare bem. A onda está lá ainda, porém com muitos outros estilos acompanhando.

Já não é de hoje que o carnaval de Salvador, talvez o mais famoso do mundo, apresenta atrações alternativas. Não chega a ser uma mistura, porque realmente o axé music ainda é dominador. Mas vemos horizontes diferentes à nossa frente. Reggae, rock, eletrônica, pop e até forró também estão entrando na dança do carnaval, essa festa puramente hedonista que, convenhamos, combina bastante com os ritmos citados acima.

A celebração da carne, da sacanagem e do álcool tem em Salvador uma grande representante. O axé dominou bastante, mas dá lugar ao rock há algum tempo. Se formos pensar há 10 anos, era quase impossível esbarrar com alguma atração fora do eixo pagode-axé. Hoje, não. Nos circuitos, muitos trios elétricos apostam no rock, por exemplo. Há anos que o Cascadura desfila seu rock n roll de pegada forte pelas ruas da Barra e Ondina. E o Retrofoguetes também leva seu surf music insano aos ouvidos dos que gostam e dos que não gostam. E olha que o primeiro grupo cresce a cada ano. É comum ouvir por aí (twittadas, hoje em dia) gente já na ansiedade pelo trio de Rex, Morotó e CH.

Em 2010 a alternativa cresceu em tamanho. Governo do Estado investiu mais e vai colocar na rua mais trios com bandas de rock, reggae e ritmos variados. Além dos já citados, teremos Pitty, Nacy Viegas, Los Pupuñas (AC), Elza Soares, Lucas Santana e muito mais. Tudo bem dividido e definido e, principalmente, agora já desfilam em horários decentes. Fora esses patrocinados pelo Governo, outros independentes também saem.

Confira a programação completa.

Melhores discos de 2009

15, janeiro, 2010 admin 6 comentários

10 – Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz
Mais um petardo eletropunk dessa banda que só faz coisa boa. Karen O comanda!

9 – Caetano Veloso – Zii & Zie
O baiano segue sua nova linha musical (depois de “Cê”) com bastante eficiência e frescor juvenil.

8 – Hockey – Mind Chaos
Um furacão rock e soul, intenso e revigorante.

7 – Dead Weather – Horehound
É mais uma vez Jack White mostrando a que veio ao mundo: fazer (bom) barulho.

6 – Arctic Monkeys – Humbug
Mais uma etapa evolutiva que a banda de Alex Turner consegue realizar. Rock de primeira.

5 – Danger Mouse & Sparklehorse – Dark Night of the Soul
A dupla criou um mosaico musical cheio de influências e participações. Vale cada segundo.

4 – Muse – The Resistance
Aqui a banda se entrega de vez à fusão Queen + metal, do brega ao peso em 2 segundos.

3 – Morrissey – Years of Refusal
O velho compositor inglês não deixa a peteca cair e mais uma ves nos brinda com um disco forte e pop de primeira.

2 – Brendan Benson – My Old, Familiar Friend
O disco de rock mais pop de 2010. E o mais sensacional também.

1 – Rômulo Fróes – No Chão sem o Chão


Esse é o futuro da música brasileira. Esqueça essa MPB chata e caquética e apure seus ouvidos pra nomes como Rômulo Fróes, o frescor de inventividade que faltava à musica nacional. É rock sem ser rock e samba sem ser samba. 33 músicas de tirar o chapéu.

Os melhores discos da década

23, dezembro, 2009 admin 8 comentários

Seria difícil eleger 10 discos da década, por isso optei pelo top 20. Em 10 anos, ao contrário do que muita gente diz, a música se reinventou de várias maneiras. É só procurar por aí e ver quanta coisa boa foi produzida. Todos esses 20 álbuns eu ouvi bastante – o que revela que parte da lista é pessoal, mas parte dela é também reflexo da importância das bandas e discos para a década.

20 – Portishead : : Third (2008)

19 – PJ Harvey : : Stories From The City, Stories From The Sea (2000)

18 – Kings of Leon : : Youth and Young Manhood (2003)

17 – Muse : : Absolution (2003)

16 – Coldplay : : A Rush Of Blood To The Head (2002)

15 – Morrissey : : You´re The Quarry (2004)

14 – Arcade Fire : : Funeral (2004)

13 – Radiohead : : In Rainbows (2007)

12 – Arctic Monkeys : : Whatever People Say I Am, That´s What I’m Not (2006)

11 – Paul McCartney : : Chaos and Creation in the Backyard (2005)

10 – Interpol : : Turn On The Bright Lights (2002)

9 – System of a Down : : Toxicity (2001)

8 – Amy Winehouse : : Back To Black (2006)

7 – White Stripes : : Elephant (2003)

6 – Los Hermanos : : Ventura (2003)

5 – Franz Ferdinand : : Franz Ferdinand (2004)

4 – Coldplay : : Parachutes (2000)

3 – Queens Of The Stone Age : : Songs For The Deaf (2002)

2 – Radiohead : : Kid A (2000)

1 – Is This It? : : The Strokes (2001)