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	<title>Café Com Pop &#187; romance</title>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Meia Noite em Paris (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 03:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Woody Allen elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, país: EUA/França gênero: comédia/romance ano: 2011 Em certo momento de “Meia Noite em Paris”, determinado personagem diz algo como: “ode...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/06/Meia-Noite-em-Paris.jpg" alt="" width="178" height="263" /></p>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #555555; font-family: Verdana, 'BitStream vera Sans', Tahoma, Helvetica, sans-serif; line-height: 17px;"> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; "><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Woody Allen<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard,<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA/França<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: comédia/romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2011</h3>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em certo momento de “Meia Noite em Paris”, determinado personagem diz algo como: “ode ao passado é um sintoma de negação”. Embora esse seja o personagem antagônico ao protagonista, Woody Allen saber perfeitamente que a afirmativa é verdadeira, mas ainda assim faz um filme que é, ao mesmo tempo, uma ode ao passado e aos prazeres que podem ser obtidos no presente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O filme conta a história de um roteirista famoso de Hollywood, Gil Pender (Owen Wilson), que viaja a Paris com sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e vive momentos únicos de adoração à cidade luz.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como bem disse a colega Amanda (CinePipoca Cult), muito difícil falar sobre esse filme sem entregar passagens marcantes de sua história. Afinal, a surpresa que o roteiro nos apresenta é fundamental para que o espectador entre de cabeça na “brincadeira” que Allen nos convida. Mas é bom avisar: não há como esperar uma história na linha costumeira do cineasta, já que aqui ele se afasta dessa realidade cotidiana para nos apresentar a uma viagem bem humorada na medida certa – e profundamente questionadora de aspectos importantes da vida das pessoas. Como tratar desse tema sem ser chato?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Woody Allen é um cara inteligente. Sabe lidar com as adversidades que a vida de cineasta independente lhe impõe. Por isso, ele não é restrito à sua eterna e apaixonante Nova York, e faz filmes em outros locais também. Recentemente, fez o excelente Vicky Cristina Barcelona, em que brinca com o ideal romântico do europeu belo, culto e cheio de vida. Esse ideal foi personificado em Juan Antonio (Javier Bardem), enquanto que a chatice, o estresse e a monotonia ficaram a cargo de Doug (Chris Messina), noivo de Vicky. No meio desses dois mundos, duas garotas belíssimas em busca de aventuras no “novo mundo” europeu, belo, culto e cheio de vida. É a desconstrução para construção, digamos assim, uma vez que Allen glorifica esse estilo de vida de forma irônica e perspicaz. Se o espectador entender essa ironia fina de Vicky Cristina Barcelona, com certeza vai entender parte de “Meia Noite em Paris”. Esse é um ponto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O outro é o surrealismo, recurso artístico que Woody Allen já adotou em outros momentos e o principal deles foi em “A Rosa Púrpura do Cairo”. Nesse espetacular filme, Allen nos apresenta uma situação surreal para mostrar como o amor pode estar no lugar onde menos esperamos. Ou, ainda, nos mostra de forma bem humorada como a arte é para todos, livre e que não devemos elevar ao Olimpo nenhum artista. Oras, ele pode estar entre nós e ser um de nós. “A Rosa&#8230;” é belo por isso, justamente o que Allen evoca em “Meia Noite em Paris”. Esse é o segundo ponto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essa pode ser uma interpretação extremamente pessoal, mas ajuda a entender o novo filme sem precisar contar o ponto principal do roteiro. Claro que aqueles que amam a arte em suas diversas expressões – pintura (Picasso, Salvador Dalí), música (Cole Porter), literatura (Fitzgerald, Hemingway) etc. – vão se sentir bem representados na pele de Gil Pender. Personagem esse que é o Woody Allen jovem, sem nenhum medo de errar ao fazer essa afirmação. Owen Wilson está impecável e não há muito que falar sobre sua interpretação. Ele encarna muitas angústias e anseios dos seres humanos: qual meu papel no mundo? Eu realmente pertenço a esse contexto social? O mundo não era bem melhor antigamente? E aí retorno à passagem do filme que citei no início do texto: “ode ao passado é um sintoma de negação”. Negação de quê? Bem, essa brincadeira é construída durante todo o filme e o final resolve a questão da melhor forma possível.</div>
<p>Em certo momento de “Meia Noite em Paris”, determinado personagem diz algo como: “ode ao passado é um sintoma de negação”. Embora esse seja o personagem antagônico ao protagonista, Woody Allen saber perfeitamente que a afirmativa é verdadeira, mas ainda assim faz um filme que é, ao mesmo tempo, uma ode ao passado e aos prazeres que podem ser obtidos no presente.</p>
<p>O filme conta a história de um roteirista famoso de Hollywood, Gil Pender (Owen Wilson), que viaja a Paris com sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e vive momentos únicos de adoração à cidade luz.</p>
<p>Como bem disse a colega Amanda (CinePipoca Cult), muito difícil falar sobre esse filme sem entregar passagens marcantes de sua história. Afinal, a surpresa que o roteiro nos apresenta é fundamental para que o espectador entre de cabeça na “brincadeira” que Allen nos convida. Mas é bom avisar: não há como esperar uma história na linha costumeira do cineasta, já que aqui ele se afasta dessa realidade cotidiana para nos apresentar a uma viagem bem humorada na medida certa – e profundamente questionadora de aspectos importantes da vida das pessoas. Como tratar desse tema sem ser chato?</p>
<p>Woody Allen é um cara inteligente. Sabe lidar com as adversidades que a vida de cineasta independente lhe impõe. Por isso, ele não é restrito à sua eterna e apaixonante Nova York, e faz filmes em outros locais também. Recentemente, fez o excelente Vicky Cristina Barcelona, em que brinca com o ideal romântico do europeu belo, culto e cheio de vida. Esse ideal foi personificado em Juan Antonio (Javier Bardem), enquanto que a chatice, o estresse e a monotonia ficaram a cargo de Doug (Chris Messina), noivo de Vicky. No meio desses dois mundos, duas garotas belíssimas em busca de aventuras no “novo mundo” europeu, belo, culto e cheio de vida. É a desconstrução para construção, digamos assim, uma vez que Allen glorifica esse estilo de vida de forma irônica e perspicaz. Se o espectador entender essa ironia fina de Vicky Cristina Barcelona, com certeza vai entender parte de “Meia Noite em Paris”. Esse é um ponto.</p>
<p>O outro é o surrealismo, recurso artístico que Woody Allen já adotou em outros momentos e o principal deles foi em “A Rosa Púrpura do Cairo”. Nesse espetacular filme, Allen nos apresenta uma situação surreal para mostrar como o amor pode estar no lugar onde menos esperamos. Ou, ainda, nos mostra de forma bem humorada como a arte é para todos, livre e que não devemos elevar ao Olimpo nenhum artista. Oras, ele pode estar entre nós e ser um de nós. “A Rosa&#8230;” é belo por isso, justamente o que Allen evoca em “Meia Noite em Paris”. Esse é o segundo ponto.</p>
<p>Essa pode ser uma interpretação extremamente pessoal, mas ajuda a entender o novo filme sem precisar contar o ponto principal do roteiro. Claro que aqueles que amam a arte em suas diversas expressões – pintura (Picasso, Salvador Dalí), música (Cole Porter), literatura (Fitzgerald, Hemingway) etc. – vão se sentir bem representados na pele de Gil Pender. Personagem esse que é o Woody Allen jovem, sem nenhum medo de errar ao fazer essa afirmação. Owen Wilson está impecável e não há muito que falar sobre sua interpretação. Ele encarna muitas angústias e anseios dos seres humanos: qual meu papel no mundo? Eu realmente pertenço a esse contexto social? O mundo não era bem melhor antigamente? E aí retorno à passagem do filme que citei no início do texto: “ode ao passado é um sintoma de negação”. Negação de quê? Bem, essa brincadeira é construída durante todo o filme e o final resolve a questão da melhor forma possível.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Água para Elefantes (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 14:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.entretendo.com/imagens/2011/02/agua-para-elefantes-poster.jpg" alt="" width="158" height="234" /></p>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-68" title="nota06" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg" alt="nota06" width="310" height="30" /></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #555555; font-family: Verdana, 'BitStream vera Sans', Tahoma, Helvetica, sans-serif; line-height: 17px; "> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; "><span style="text-decoration: underline; ">direção</span>: Francis Lawerence<br />
<span style="text-decoration: underline; ">elenco</span>: Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Cristoph Waltz<br />
<span style="text-decoration: underline; ">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline; ">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline; ">ano</span>: 2011<br />
<span style="text-decoration: underline; ">nome original:</span> Water for Elefants</h3>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A onda de adaptações está tão em alta nos EUA, que “Água para Elefantes” é o terceiro longa da carreira do diretor Francis Lawerence – e a terceira adaptação. A difícil missão de transpor para a telona a história escrita em palavras por Sara Gruen se revelou um grande desafio que, infelizmente, ficou apenas na eterna promessa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Água Pra Elefantes” conta a história de Jacob Jankovski (Robert Pattinson), um estudante de veterinária que acaba entrando para um circo, bem na época da depressão econômica de 1929. Lá, conhece o amor de sua vida, Marlena (Reese Whitherspoon), e vive diversas situações de provação, enfrentando o misterioso August (Cristoph Waltz).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Confesso que não li o livro de Sara Gruen, mas fiquei com enorme vontade. O filme de Lawerence tem essa incrível capacidade de despertar a vontade de você buscar o original, mas não porque é perfeito, e sim porque você sente raiva por ele tocar em diversos assuntos, mas nunca explorá-los. Não sei se o livro faz isso, mas o filme é falho justamente por não ter apostado na história fantástica que tinha em mãos. O roterista Richard LaGravanese focou todo seu texto no triângulo amoroso entre Jacob, Marlena e August. Não que isso seja ruim por si, afinal, romances são bem-vindos e é quase impossível fazer algo realmente original sobre isso. Mas e o contexto? Lembrei-me bastante de filmes arrebatadores, como “Sangue Negro” e “Forrest Gump”, que contam histórias magníficas e a contextualizam em momentos históricos importantes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sim, “Água Para Elefantes” poderia ter entrado para a história ao lado desses dois filmes. Mas, não. Virou apenas mais um exemplar de romance, que tem vários méritos, mas desperdiça grande oportunidade por medo e má escolha no elenco. Primeiro, não dá para essa história ser contada somente em duas horas de projeção. Claro que vou esquecer aqui o fato de Hollywood estar, hoje, com aversão mortal a qualquer filme que ultrapasse a 1h45.  Duas horas, então, já é muita coisa. Fora isso, a escolha por Robert Pattinson para o papel principal foi péssima. Não é implicância porque o cara fez a saga “Crepúsculo”, e sim uma constatação óbvia: ele é ruim demais. Simples assim. Sem expressão, bobo, sem sentimento. Mesmo com a atuação fora de série de Waltz, como já está se tornando habitual, Pattinson compromete bastante a condução da história. Não dá se envolver, nem muito menos entender as motivações de Jacob se vemos na tela um ator morto e sem vontade de atuar. Já Whiterspoon se esforça ao máximo para ser o que ela sempre foi, uma atriz regular.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O romance em si é até bem desenvolvido. Tem lá seus momentos clássicos bem estruturados: o início, a recusa, o desenvolvimento, a entrega, o obstáculo principal e o desfecho. Tudo bem amarrado. Como disse lá em cima, contar esse tipo de história num drama não é demérito, desde que você recheie as arestas com um bom contexto político-social, bons personagens secundários e histórias paralelas minimamente interessantes. “Água para Elefantes” faz tudo isso de forma superficial. A sensação é de que a montagem foi feita “à facão”. Faltou cenas sobre a depressão econômica e suas conseqüências, sobre Camel, sobre Kinko e seu cachorro, dentre outras. E Rosie, a simpática elefanta? Ela aparece em momentos cruciais do filme e é bem explorada. É, na verdade, o fator de ligação entre Jacob e Marlena, mas funciona também para tratar da questão da exploração de animais e para que fiquemos com mais raiva ainda do vilão August.</div>
<p>A onda de adaptações está tão em alta nos EUA, que “Água para Elefantes” é o terceiro longa da carreira do diretor Francis Lawerence – e a terceira adaptação. A difícil missão de transpor para a telona a história escrita em palavras por Sara Gruen se revelou um grande desafio que, infelizmente, ficou apenas na eterna promessa.</p>
<p>“Água Pra Elefantes” conta a história de Jacob Jankovski (Robert Pattinson), um estudante de veterinária que acaba entrando para um circo, bem na época da depressão econômica de 1929. Lá, conhece o amor de sua vida, Marlena (Reese Whitherspoon), e vive diversas situações de provação, enfrentando o misterioso August (Cristoph Waltz).</p>
<p>Confesso que não li o livro de Sara Gruen, mas fiquei com enorme vontade. O filme de Lawerence tem essa incrível capacidade de despertar a vontade de você buscar o original, mas não porque é perfeito, e sim porque você sente raiva por ele tocar em diversos assuntos, mas nunca explorá-los. Não sei se o livro faz isso, mas o filme é falho justamente por não ter apostado na história fantástica que tinha em mãos. O roterista Richard LaGravanese focou todo seu texto no triângulo amoroso entre Jacob, Marlena e August. Não que isso seja ruim por si, afinal, romances são bem-vindos e é quase impossível fazer algo realmente original sobre isso. Mas e o contexto? Lembrei-me bastante de filmes arrebatadores, como “Sangue Negro” e “Forrest Gump”, que contam histórias magníficas e a contextualizam em momentos históricos importantes.</p>
<p>Sim, “Água Para Elefantes” poderia ter entrado para a história ao lado desses dois filmes. Mas, não. Virou apenas mais um exemplar de romance, que tem vários méritos, mas desperdiça grande oportunidade por medo e má escolha no elenco. Primeiro, não dá para essa história ser contada somente em duas horas de projeção. Claro que vou esquecer aqui o fato de Hollywood estar, hoje, com aversão mortal a qualquer filme que ultrapasse a 1h45.  Duas horas, então, já é muita coisa. Fora isso, a escolha por Robert Pattinson para o papel principal foi péssima. Não é implicância porque o cara fez a saga “Crepúsculo”, e sim uma constatação óbvia: ele é ruim demais. Simples assim. Sem expressão, bobo, sem sentimento. Mesmo com a atuação fora de série de Waltz, como já está se tornando habitual, Pattinson compromete bastante a condução da história. Não dá se envolver, nem muito menos entender as motivações de Jacob se vemos na tela um ator morto e sem vontade de atuar. Já Whiterspoon se esforça ao máximo para ser o que ela sempre foi, uma atriz regular.</p>
<p>O romance em si é até bem desenvolvido. Tem lá seus momentos clássicos bem estruturados: o início, a recusa, o desenvolvimento, a entrega, o obstáculo principal e o desfecho. Tudo bem amarrado. Como disse lá em cima, contar esse tipo de história num drama não é demérito, desde que você recheie as arestas com um bom contexto político-social, bons personagens secundários e histórias paralelas minimamente interessantes. “Água para Elefantes” faz tudo isso de forma superficial. A sensação é de que a montagem foi feita “à facão”. Faltou cenas sobre a depressão econômica e suas conseqüências, sobre Camel, sobre Kinko e seu cachorro, dentre outras. E Rosie, a simpática elefanta? Ela aparece em momentos cruciais do filme e é bem explorada. É, na verdade, o fator de ligação entre Jacob e Marlena, mas funciona também para tratar da questão da exploração de animais e para que fiquemos com mais raiva ainda do vilão August.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Assista a pré-estreia de &#8220;Amor?&#8221;, novo filme de João Jardim</title>
		<link>http://www.cafecompop.com/2011/03/assista-a-pre-estreia-de-amor-novo-filme-de-joao-jardim/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 03:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Jardim é conhecido principalmente pelos seus documentários. Afinal, ele é o cara por trás de Lixo Extraordinário e Janela da Alma &#8211; esse último um quase clássico nacional do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.amorofilme.com.br/downloads/amor_cartaz.jpg" alt="" width="306" height="454" /></p>
<p>João Jardim é conhecido principalmente pelos seus documentários. Afinal, ele é o cara por trás de Lixo Extraordinário e Janela da Alma &#8211; esse último um quase clássico nacional do gênero. Agora, lança seu novo filme chamado &#8220;Amor?&#8221;, em que filma histórias reais de amor. “São relatos muito sinceros de pessoas que viveram situações que envolvem ciúmes, culpa, paixão e poder. Até pensei em mostrar os verdadeiros personagens na tela, mas, além da privacidade de cada um, havia a privacidade do parceiro de quem falavam”, conta Jardim. “Além disso, havia também questões legais. Poderíamos ou não expor estas pessoas à esta situação? Então, optei por convidar atores. Por isso, Amor? não é um documentário. Nem ficção. É impossível de classificá-lo.”</p>
<p>No elenco, nomes de peso como: Lilia Cabral, Eduardo Moscovis, Letícia Colin, Claudio Jaborandy, Silvia Lourenço, Fabiula Nascimento, Mariana Lima, Ângelo Antônio e Julia Lemmertz.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Ficou interessado? Então que tal conferir a pré-estreia em São Paulo? Garanta um lugar especial participando da promoção do Café com Pop, levando para casa um par de convites e um pôster autografado. É fácil. Basta seguir as instruções abaixo. <span style="text-decoration: underline;">Só lembrando: os ingressos são válidos apenas para São Paulo-SP.</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #0000ff;">1 &#8211; Siga o @cafecompop_ no Twitter</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #0000ff;">2 &#8211; Dê RT na seguinte mensagem: &#8220;Siga o @cafecompop_ e dê RT nessa msg para garantir seu lugar na pré-estreia de @amorofilme (só para SP)&#8221;</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #0000ff;">3 &#8211; Aguarde o sorteio (via sorteie.me). A promo vai até o dia 4/4</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #0000ff;"><strong><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rzkWlh3DA8I&amp;feature" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/rzkWlh3DA8I&amp;feature"></embed></object></strong></span></p>
<p style="text-align: center; "><span style="color: #ffffff;"><strong>.</strong></span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor e Outras Drogas (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 03:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.saladacultural.com.br/imagens/upConteudo/love-and-other-drugs/cartazes/small/amor-e-outras-drogas-cartaz-filme-cinema-SaladaCultural.com.br.jpg" alt="" width="170" height="250" /><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: bold; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; padding: 0px;"><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Edward Zwick<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Jaake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Josh Gad<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance/drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2010</h3>
<p>O apelo sexual talvez leve muita gente aos cinemas para ver “Amor e Outras Drogas”, já que, naturalmente, homens querem ver Anne Hathaway nua e mulheres clamam pelo nu de Jake Gyllenhaal. Isso tudo está lá, mas o filme apresenta diversos outros elementos positivos, envolvendo romance, drama e comédia.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;">O filme conta a história de amor entre um mulherengo representante farmacêutico (Jake Gyllenhaal) e uma insaciável garçonete (Anne Hathaway). Os dois lutam para se dar bem em meio a diversos empecilhos, como a rara doença que ela tem, as inseguranças dele e os bastidores da indústria farmacêutica e seus representantes.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;">O que é uma comédia romântica? A julgar pela centena de filmes que invadem as telas a cada ano, podemos pensar no tradicional “água com açúcar”, recheado de clichês e piadas prontas. Na verdade, podemos até encarar “Amor e Outras Drogas” como comédia romântica, mas definitivamente não é isso. O filme até começa bem solto, várias piadas e situações cômicas, mas vai ganhando contornos dramáticos ao passar dos minutos ao ponto de, lá pelo meio do filme, já estarmos diante de uma história bem mais madura que aquela que iniciou. E isso é muito bom.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;">Jamie, garanhão nato, começa a mudar sua atitude ao encontrar uma mulher nada convencional: magra, cabelos desarrumados e portadora de mal de Parkinson. A combinação nada animadora, no entanto, mostra ao representante farmacêutico um outro lado da vida que ele não conhece, ou pelo menos tentava se esconder atrás da casca de pegador máximo. Ao se relacionar com Maggie, ele vai descobrindo seu lado “humano”, palavra essa usada pelos próprios personagens como forma de entender que o amor entre os dois estava por florescer. Maggie, por sua vez, é bem mais explícita em suas atitudes e também tem no sexo casual e selvagem o escape da tristeza de sua doença precoce.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;">O pano de fundo para essa história “clássica” de amor improvável é o cenário dos propagandistas (representantes farmacêuticos) e sua relação promíscua com os médicos. Claro, essa questão delicada não é explorada a fundo, mas é possível ver bastante coisa dos bastidores sórdidos de vendas de remédios tradicionais, como Xanax, Zitromax e o Viagra. Esse último tem função essencial no filme, pois é a mola propulsora de várias outras questões. Interessante que dá para fazer alguns paralelos entre a vida de Jamie e Maggie e a luta dele por conseguir espaço no mercado. Nesse ponto o roteiro é bem encadeado.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;">Como eu falei no início, o lado comédia também é explorado e é particularmente eficiente porque o elenco de apoio está irreparável. Josh Gad como o irmão rico e instável garante boas risadas e Oliver Platt segura bem como o chefe de Jamie. No entanto, a pedra no sapato dos “comédia romântica” pega &#8220;Amor e Outras Drogas&#8221; de assalto no final, ao preferir um desfecho bem clichê, mas aí o “estrago” positivo já estava feito.</p>
<p style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor Extremo (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 03:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[amor extremo]]></category>
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		<description><![CDATA[Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="alignnone" src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/amor_extremo/poster.jpg" alt="" width="200" height="297" /></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</div>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<p style="text-align: left; "><span style="font-family: 'Lucida Grande', Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal; color: #333333; font-size: 12px; "> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; border-style: initial; border-color: initial; "><span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">direção</span>: John Maybury<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">elenco</span>: Cillian Murphy, Mathews Rhys, Siena Miller, Keira Knightley<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">gênero</span>: drama/romance<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">ano</span>: 2009<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">título original</span>: The Edge of Love</h3>
<p>Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</p>
<p>O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</p>
<p>Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</p>
<p>Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</p>
<p>Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</p>
<p>Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor Sem Escalas (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 03:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Jason Reitman elenco: George Clooney, Vera Farmiga, Ana Kendrick país: EUA gênero: romance/drama ano: 2009 título original: Up In The Air “Amor Sem Escalas” tem um aspecto bastante interessante:...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.wikicine.com.br/__upl/filmes-posters/259/poster_Amor-sem-Escalas_1.jpg" alt="" width="185" height="275" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Jason Reitman<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: George Clooney, Vera Farmiga, Ana Kendrick<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance/drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Up In The Air</h3>
<p style="text-align: justify;">“Amor Sem Escalas” tem um aspecto bastante interessante: ao mesmo tempo que é leve e divertido, acessível a todos, também consegue apresentar um tema profundamente dramático. E, claro, ainda é palco para uma atuação de gala de George Clooney.</p>
<p>O filme segue a trajetória do executivo Ryan Bigham (Clooney), que viaja ao redor dos EUA com a ingrata missão de demitir pessoas. Vive uma vida sem destino e descompromissada, até encontrar duas mulheres que vão lhe fazer repensar seus valores.</p>
<p>Clooney é, definitivamente, o grande astro do time de grandes atores de “Amor Sem Escalas”. Ele está solto, leve, divertido, sensual e sempre um passo à frente em relação às decisões da sua vida. Um homem solitário, mas que tem nisso um grande trunfo para a vida: um cotidiano sem privações e livre de qualquer intromissão alheia. Não, ele não é do tipo aventureiro, é sim um homem que escolheu viver pela profissão e para a profissão e, diante disso, tirou o melhor proveito que pôde de suas viagens ao redor da América.</p>
<p>No entanto, essa predileção pela solidão fez com que as pessoas se afastassem dele, muito embora Ryan seja uma pessoa amável e agradável com todos. Menos, claro, com aqueles demitidos. Uma profissão realmente ingrata e que revela muito da personalidade do personagem. Nesse instante da trama, no começo, em que somos apresentados à Ryan e sua rotina, a profissão de “agente de demissão” lhe cai muito bem. É o momento do afastamento, das relações meteóricas. Isso só muda quando duas mulheres aparecem em sua vida. A também executiva Alex (Vera Farmiga), que é exatamente igual a ele, e sua parceira de demissões, Natalie (Ana Kendrick). Clooney é o protagonista, mas são as duas que movem a história.</p>
<p>São as duas que fazem com que Ryan repense sua vida, seus valores e, principalmente, suas escolhas. E esse parece ser a essência do filme: até que ponto nossas escolhas nos seguem para o resto de nossas vidas? Ou melhor: solidão é companheira até um momento das nossas vidas em que nos deparamos com a “pessoa certa”? São questionamentos que dificilmente eu ou você poderemos responder, mas que certamente vai sempre nos acompanhar. Se nós escolhemos a família, nunca saberemos como seria da outra forma, e vice-versa. É um dilema e tanto!</p>
<p>Alex questiona Ryan em sua vida amorosa, no sentido do apego aos outros e no investimento do amor. Claro, amor é, entre outras coisas, investimento numa relação que pode dar errado – mas que também pode dar muito certo. Ryan não consegue enfrentar isso. Não consegue enfrentar também o real objetivo de seu trabalho miserável, que Natalie lhe chacoalha a mente. O personagem de Clooney é o tipo de cara que tem como Hobby colecionar milhagens de voo, muito diferente de todos mortais, que colecionam chaveiros, latas, selos etc.</p>
<p>Esse caos dramático, no entanto, é mostrado de forma divertida e leve, outro grande ponto para o promissor diretor Jason Reitman. Sem grandes melodramas ou cenas chorosas, “Amor Sem Escalas” é um verdadeiro passatempo que faz refletir.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tinha Que Ser Você (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[dustin hoffman]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Joel Hopkins elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin país: Inglaterra gênero: romance ano: 2009 título original: Last Chance Harvey Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/tinha-que-ser-voce/tinha-que-ser-voce-poster01.jpg" alt="" width="169" height="248" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Joel Hopkins<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Last Chance Harvey</h3>
<p>Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F59LrrEMtE4&amp;feature=player_embedded" target="_blank">“Tinha Que Ser Você”</a> demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, que vai levar o espectador a uma bela história de amor e redenção.</p>
<p>“Tinha Que Ser Você” é a história do compositor de jingles Harvey Shine (Dustin Hoffman), que vai a Londres para o casamento da filha, mas acaba enfrentando diversas situações que vão mudar para sempre o rumo da sua vida.</p>
<p>Dustin Hoffman é um ator mais do que experiente. Há alguns anos, sua carreira vem em altos e baixos – mais até projetos ruins do que bons. Nesse ele parece ter acertado. Longe dos holofotes hollywoodianos e ao lado de um diretor pouco expressivo, Joel Hopkins, o ator consegue se libertar de clichês que adquiriu durante a carreira. E faz isso com maestria, também ajudado pela interpretação quase impecável de Emma Thompson, uma companheira e tanto. Com o time de frente muito bem formado, Hopkins, que também é o roteirista, consegue pintar na tela um quadro interessante de um homem solitário, que vê no casamento da filha cenas de uma família que muito bem poderia ter sido dele, mas que, com erros do passado, estragou tudo sem chances de volta.</p>
<p>Esse pano de fundo triste e desolador é mudado quando Harvey encontra Kate Walker, uma aparentemente burocrática funcionária de censo do aeroporto de Londres. Os dois têm, na realidade, apenas um ponto em comum: a solidão. Hopkins é competente ao mostra de maneira clara e objetiva essa situação em diversas cenas no início do filme, e até mesmo até a metade da projeção. De lados opostos, os dois vivem situações embaraçosas e que denotam a incapacidade psicológica de ambos em viver em grupo ou ainda a solidão que ambos parecem alimentar para si próprios, como uma espécie de auto-punição por erros do passado. A tela é praticamente dividida em duas em várias cenas – o que nos leva a uma influência direta de “Tinha que Ser Você”, o romance “Harry &amp; Sally”, de 1990. Naquele filme, os dois personagens vivem às turras e no céu ao mesmo tempo, dividindo situações de riso, choro, amor e ódio. Aqui, Harvey e Kate dividem, além da solidão, uma tentativa de mudança que também é traço escondido na personalidade de ambos.</p>
<p>Harvey, claramente deslocado no casamento da própria filha, vê no encontro banal com Kate uma maneira de redenção pelo que fez à mulher e à própria filha. Já Kate é uma mulher que tem um talento literário escondido e, devido à timidez ou puro medo, o esconde do mundo. A relação dela com a mãe, aliás, é particularmente importante para entender o espírito da mulher (só fica chato certas cenas em que a mãe desconfia do vizinho: não serve para nada). E Harvey, um homem encantador, demonstra viver preso no passado e se punindo pelos erros que ele próprio cometeu, mesmo que ele mesmo nem tenha certeza se foi errado ou não.</p>
<p>Essa teia dramática aparece no filme de forma bastante leve, com cenários belíssimos de Londres e cenas divertidas sem ser idiota. “Tinha que Ser Você” não é um filme de comédia romântica, pelo contrário, pode ser classificado como “romance”, um gênero em falta hoje em dia. E, mesmo que apele para uma reviravolta final forçada (que na verdade não atrapalha muito), o filme consegue emocionar e divertir, fazer chorar e fazer rir, sem nunca ser piegas ou vulgar.</p>
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