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	<title>Café Com Pop &#187; romance</title>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor Extremo (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 03:03:13 +0000</pubDate>
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Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.
O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="alignnone" src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/amor_extremo/poster.jpg" alt="" width="200" height="297" /></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</div>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<p style="text-align: left; "><span style="font-family: 'Lucida Grande', Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal; color: #333333; font-size: 12px; "> </span></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: bold; font-style: inherit; font-size: 1.5em; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; border-style: initial; border-color: initial; "><span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">direção</span>: John Maybury<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">elenco</span>: Cillian Murphy, Mathews Rhys, Siena Miller, Keira Knightley<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">gênero</span>: drama/romance<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">ano</span>: 2009<br />
<span style="font-size: 18px; margin: 0px; vertical-align: baseline; font-family: inherit; text-decoration: underline; border-width: 0px; padding: 0px;">título original</span>: The Edge of Love</h3>
<p>Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.</p>
<p>O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.</p>
<p>Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.</p>
<p>Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “&#8230;E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.</p>
<p>Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.</p>
<p>Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Amor Sem Escalas (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 03:05:38 +0000</pubDate>
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direção: Jason Reitman
elenco: George Clooney, Vera Farmiga, Ana Kendrick
país: EUA
gênero: romance/drama
ano: 2009
título original: Up In The Air
“Amor Sem Escalas” tem um aspecto bastante interessante: ao mesmo tempo que é leve e divertido, acessível a todos, também consegue apresentar um tema profundamente dramático. E, claro, ainda é palco para uma atuação de gala de George Clooney.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.wikicine.com.br/__upl/filmes-posters/259/poster_Amor-sem-Escalas_1.jpg" alt="" width="185" height="275" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Jason Reitman<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: George Clooney, Vera Farmiga, Ana Kendrick<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance/drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Up In The Air</h3>
<p style="text-align: justify;">“Amor Sem Escalas” tem um aspecto bastante interessante: ao mesmo tempo que é leve e divertido, acessível a todos, também consegue apresentar um tema profundamente dramático. E, claro, ainda é palco para uma atuação de gala de George Clooney.</p>
<p>O filme segue a trajetória do executivo Ryan Bigham (Clooney), que viaja ao redor dos EUA com a ingrata missão de demitir pessoas. Vive uma vida sem destino e descompromissada, até encontrar duas mulheres que vão lhe fazer repensar seus valores.</p>
<p>Clooney é, definitivamente, o grande astro do time de grandes atores de “Amor Sem Escalas”. Ele está solto, leve, divertido, sensual e sempre um passo à frente em relação às decisões da sua vida. Um homem solitário, mas que tem nisso um grande trunfo para a vida: um cotidiano sem privações e livre de qualquer intromissão alheia. Não, ele não é do tipo aventureiro, é sim um homem que escolheu viver pela profissão e para a profissão e, diante disso, tirou o melhor proveito que pôde de suas viagens ao redor da América.</p>
<p>No entanto, essa predileção pela solidão fez com que as pessoas se afastassem dele, muito embora Ryan seja uma pessoa amável e agradável com todos. Menos, claro, com aqueles demitidos. Uma profissão realmente ingrata e que revela muito da personalidade do personagem. Nesse instante da trama, no começo, em que somos apresentados à Ryan e sua rotina, a profissão de “agente de demissão” lhe cai muito bem. É o momento do afastamento, das relações meteóricas. Isso só muda quando duas mulheres aparecem em sua vida. A também executiva Alex (Vera Farmiga), que é exatamente igual a ele, e sua parceira de demissões, Natalie (Ana Kendrick). Clooney é o protagonista, mas são as duas que movem a história.</p>
<p>São as duas que fazem com que Ryan repense sua vida, seus valores e, principalmente, suas escolhas. E esse parece ser a essência do filme: até que ponto nossas escolhas nos seguem para o resto de nossas vidas? Ou melhor: solidão é companheira até um momento das nossas vidas em que nos deparamos com a “pessoa certa”? São questionamentos que dificilmente eu ou você poderemos responder, mas que certamente vai sempre nos acompanhar. Se nós escolhemos a família, nunca saberemos como seria da outra forma, e vice-versa. É um dilema e tanto!</p>
<p>Alex questiona Ryan em sua vida amorosa, no sentido do apego aos outros e no investimento do amor. Claro, amor é, entre outras coisas, investimento numa relação que pode dar errado – mas que também pode dar muito certo. Ryan não consegue enfrentar isso. Não consegue enfrentar também o real objetivo de seu trabalho miserável, que Natalie lhe chacoalha a mente. O personagem de Clooney é o tipo de cara que tem como Hobby colecionar milhagens de voo, muito diferente de todos mortais, que colecionam chaveiros, latas, selos etc.</p>
<p>Esse caos dramático, no entanto, é mostrado de forma divertida e leve, outro grande ponto para o promissor diretor Jason Reitman. Sem grandes melodramas ou cenas chorosas, “Amor Sem Escalas” é um verdadeiro passatempo que faz refletir.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tinha Que Ser Você (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
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direção: Joel Hopkins
elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin
país: Inglaterra
gênero: romance
ano: 2009
título original: Last Chance Harvey
Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, “Tinha Que Ser Você” demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/tinha-que-ser-voce/tinha-que-ser-voce-poster01.jpg" alt="" width="169" height="248" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Joel Hopkins<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Last Chance Harvey</h3>
<p>Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F59LrrEMtE4&amp;feature=player_embedded" target="_blank">“Tinha Que Ser Você”</a> demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, que vai levar o espectador a uma bela história de amor e redenção.</p>
<p>“Tinha Que Ser Você” é a história do compositor de jingles Harvey Shine (Dustin Hoffman), que vai a Londres para o casamento da filha, mas acaba enfrentando diversas situações que vão mudar para sempre o rumo da sua vida.</p>
<p>Dustin Hoffman é um ator mais do que experiente. Há alguns anos, sua carreira vem em altos e baixos – mais até projetos ruins do que bons. Nesse ele parece ter acertado. Longe dos holofotes hollywoodianos e ao lado de um diretor pouco expressivo, Joel Hopkins, o ator consegue se libertar de clichês que adquiriu durante a carreira. E faz isso com maestria, também ajudado pela interpretação quase impecável de Emma Thompson, uma companheira e tanto. Com o time de frente muito bem formado, Hopkins, que também é o roteirista, consegue pintar na tela um quadro interessante de um homem solitário, que vê no casamento da filha cenas de uma família que muito bem poderia ter sido dele, mas que, com erros do passado, estragou tudo sem chances de volta.</p>
<p>Esse pano de fundo triste e desolador é mudado quando Harvey encontra Kate Walker, uma aparentemente burocrática funcionária de censo do aeroporto de Londres. Os dois têm, na realidade, apenas um ponto em comum: a solidão. Hopkins é competente ao mostra de maneira clara e objetiva essa situação em diversas cenas no início do filme, e até mesmo até a metade da projeção. De lados opostos, os dois vivem situações embaraçosas e que denotam a incapacidade psicológica de ambos em viver em grupo ou ainda a solidão que ambos parecem alimentar para si próprios, como uma espécie de auto-punição por erros do passado. A tela é praticamente dividida em duas em várias cenas – o que nos leva a uma influência direta de “Tinha que Ser Você”, o romance “Harry &amp; Sally”, de 1990. Naquele filme, os dois personagens vivem às turras e no céu ao mesmo tempo, dividindo situações de riso, choro, amor e ódio. Aqui, Harvey e Kate dividem, além da solidão, uma tentativa de mudança que também é traço escondido na personalidade de ambos.</p>
<p>Harvey, claramente deslocado no casamento da própria filha, vê no encontro banal com Kate uma maneira de redenção pelo que fez à mulher e à própria filha. Já Kate é uma mulher que tem um talento literário escondido e, devido à timidez ou puro medo, o esconde do mundo. A relação dela com a mãe, aliás, é particularmente importante para entender o espírito da mulher (só fica chato certas cenas em que a mãe desconfia do vizinho: não serve para nada). E Harvey, um homem encantador, demonstra viver preso no passado e se punindo pelos erros que ele próprio cometeu, mesmo que ele mesmo nem tenha certeza se foi errado ou não.</p>
<p>Essa teia dramática aparece no filme de forma bastante leve, com cenários belíssimos de Londres e cenas divertidas sem ser idiota. “Tinha que Ser Você” não é um filme de comédia romântica, pelo contrário, pode ser classificado como “romance”, um gênero em falta hoje em dia. E, mesmo que apele para uma reviravolta final forçada (que na verdade não atrapalha muito), o filme consegue emocionar e divertir, fazer chorar e fazer rir, sem nunca ser piegas ou vulgar.</p>
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